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Puxadinho da calçada, com a linha vermelha aplicada pelo autor para mostrar sua largura (foto do leitor)

O leitor André Luiz Mondino, residente no bairro de Moema, em São Paulo, conta, indignado e com razão, que no cruzamento das ruas Lourenço Marques e Gomes de Carvalho, no bairro Vila Olímpia, por onde passa diariamente a caminho do trabalho, há cerca de um mês a calçada  “cresceu”,  como mostra a foto acima.

Ele pondera, corretamente, que o raio de curva diminuiu em conseqüência, dificultando tomar a rua Gomes de Carvalho. Mas o pior, disse, é não haver sinalização antes do cruzamento informando que a faixa de rolamento esquerda desapareceu. Nesse caso, ou o carro golpeia o meio-fio, no mínimo danificando um pneu, ou o motorista reage com uma guinada abrupta à direita, o que pode causar acidente envolvendo outro veículo.

 

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O mesmo cruzamento visto do lado oposto; note o “jeito” porco que foi dado ao bueiro, com uma metade na calçada e outra, na rua (foto do leitor)

Visto de outro ângulo, nota-se que antes do cruzamento em questão há uma faixa de rolamento mais à esquerda da via e que sua continuação não existe mais por conta do “puxadinho” da calçada. Pode haver melhor exemplo de burrice misturada com descaso, com desrespeito ao cidadão?

Cabe salientar que o “puxadinho” não constitui um alargamento planejado de calçada para criar vagas de estacionamento, daqueles que ultrapassam a largura de um automóvel abrigando-o totalmente como há, por exemplo, na rua Oscar Freire, conhecida por seu comércio de luxo.

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Recuo de calçada na rua Oscar Freire (foto modasaopaulo.com.br)

Será que Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo sabe disso? Se não sabe, deve agir logo para sanar esta aberração. Se sabe, é recomendável tratamento psiquiátrico para o autor da “brilhante” idéia do “puxadinho” apontado pelo leitor.

BS

 

 

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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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