OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS

Capital da Noruega, estacionamento para elétricos  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS El park 3

Capital da Noruega, estacionamento para elétricos

Política e economia estão sempre juntas, em qualquer lugar. Na área de automóveis os modelos que compramos mostram bem isso. Se não tem carros novos para vender, fica como em Cuba. Se a gasolina fica bastante barata, vamos comprar carros enormes e gastadores, como suves e picapes nos EUA. Se o carro a diesel fica com imposto mais barato de que os a gasolina, compramos muitos carros a diesel como numa grande parte da Europa. No caso de carros elétricos poderem ter energia de graça do Estado, vamos comprar carros elétricos.

Cada parte do mundo tem suas prioridades, e ali cada político tem as dele e as dos lobistas “ajudando” para as decisões chegarem para o lado bom para eles.

Num pais muito rico (renda  per capita é o dobro dos Estados Unidos) exportando muito petróleo, pode-se pensar que a gasolina deve ser bem barata e que rodam por lá muitas picapes grandes com cabine dupla e motor V-8, que fazem uns 5 km/l de gasolina. Aqui  perto da Suécia há um país assim, a Noruega. Um país pequeno, com uns 5 milhões de habitantes, que exporta muito petróleo e que no caixa do governo agora tem 1,5 trilhões de reais sobrando.

 

BMW i3  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS BMW i3

Tudo do bom e do melhor: um BMW i3 em primeiro plano, Testa Model S ao lado

 

El park 1  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS El park 1

Nem parece que são tantos elétricos

 

El park 2  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS El park 2

Placa com regulamento e o tempo máximo grátis, 16 horas

 

El park 4  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS El park 4

Um belo carro, andei em um desses

 

Mitsh i Miev  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS Mitsh i Miev

Mitsubishi iMiev

 

Nissan Leaf 2  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS Nissan Leaf 2

Nissan Leaf 2 passando ao lado de um Tesla

 

Nissan Leaf  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS Nissan Leaf

Nissan Leaf

Com certeza na Noruega poderiam fazer como na Venezuela, colocar um preço bem baixo e todo mundo poderia  andar de carro quase de graça. Só que na Noruega não pensam assim. Por causa das preocupações com o meio ambiente, o imposto da gasolina é alto, um litro custa uns R$ 5,50. Os impostos de carros importados — só tem carro importado —  é ainda maior do que no Brasil, uns 100% mais ou menos. Na capital, Oslo, há pedágio urbano, que  custa uns R$ 12,00 para entrar na cidade e outros tantos para sair.

Só que tem uma diferença, uma diferença muito grande, na Noruega. Se por acaso você for comprar um carro elétrico é uma outra história, totalmente diferente. Imposto para importar um, não tem. Pedágio para carro elétrico também não. Com carro elétrico pode-se trafegar nas faixas de ônibus e passar ao lado de todos os carros normais parados.

 

OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS Buss Taxi1

Circulando na faixa de ônibus e táxis, sem restrições

A cidade de Oslo também tem estacionamentos só para carro elétrico e neles há energia de graça durante 16 horas, sem pagar nada. O fabricante de carros elétricos Tesla tam também uns 10 “superchargers”, onde os seus clientes podem recarregar suas baterias de graça. Diz a Tesla:

“Os supercarregadores da Tesla permitem que os proprietários do modelo S rodem gratuitamente entre cidades da América do Norte, Europa e Ásia. Os carregadores provêm metade da carga em 20 minutos e são estrategicamente localizados para permitir que os donos dirijam de estação a estação com um mínimo de paradas. Os supercarregadores estão localizados em pontos como restaurantes, cafés e shopping centers. Os viajantes podem parar para uma refeição e ter o seu Tesla Model S carregado quando tiverem terminado a atividade.”

Abaixo, cada ponto é um lugar com supercarregador da Tesla:

 

OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS agora

Carregadores da Tesla hoje

Previsto para 2015:

 

OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS em 2015

Daqui a um ano será assim

Mas, quem quer ter um carro elétrico? Carrocerias pequenas, carros que só rodam uns 100 km por carga… Só que um Tesla S não tem nada a ver com uma “latinha” e anda uns 400 quilômetros com uma carga.  Eu tive a oportunidade de dirigir dois Tesla S P85+ nos últimos meses e daqui a algumas semanas vai um post para vocês aí no Ae.

O Tesla S é um carro elétrico quase como um carro “normal”. É mesmo. Então, vou dizer para vocês quais são os três carros mais vendidos na Noruega atualmente.

Em terceiro lugar:
Nissan Leaf. Um carro elétrico do tamanho de um VW Polo, com autonomia de uns  cento e  poucos quilômetros por “tanque”.

Em segundo lugar:
VW Golf. Sim, um carro todo normal, motor a combustão,  e assim vamos para o

Primeiro lugar:
Tesla S

Não estou brincando, o carro americano elétrico Tesla S é o carro mais vendido na Noruega! A primeira vez que ouvi isso foi em novembro do ano passado e pensei: será? Deve ser vendas acumuladas, pois o começo das vendas foi muito bom na Noruega. Mas seis meses depois ouvi isso de novo, e o  fato é que o Tesla S é mesmo o carro mais vendido no país. As vendas ficam ao redor de 2.500 carros por mês (VW Golf uns 1.500 e Nissan Leaf, uns 1.000). Como pode? Assim, fiquei mais interessado ainda no Tesla S e na cidade de Oslo. Viajei até lá e tirei algumas fotos para vocês. A cidade não é cheia de carros elétricos mas tem bastante, cada minuto se vê um. Ver um elétrico é bem fácil lá.

 

OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS Citroen C Zero

Citroën C Zero

 

OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS Tesla s 1

O carro mais vendido na Noruega: Tesla

 

OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS Tesla S 2

Para onde se olha, mais um Tesla, incrível

 

Testa rack  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS Testa rack

Tesla circulando na faixa de ônibus

 

E-Golf  OSLO, PARAÍSO PARA ELÉTRICOS E Golf

Golf, o segundo mais vendido,ao lado de um Leaf, o terceiro

 

HJ

Fotos: autor

Sobre o Autor

Hans Jartoft

Hans é engenheiro automotivo e nosso editor escandinavo, residente na Suécia, onde trabalhou por muitos anos na Saab.

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  • Angelito

    Hans, sempre um prazer ver textos de terras tão distantes e frias, uma verdadeira quebra no padrão de avaliação, que toma como exemplo este ensolarado e caloroso país.

    “Eu tive a oportunidade de dirigir dois Tesla S P85+ nos últimos meses e daqui a algumas semanas vai um post para vocês aí no Ae.”

    Perfeito, sou fã tanto da marca, quanto do homem por trás dela, Elon Musk. Um legítimo visionário, um exemplo de industrial. Só uma pena a marca dele ter somente 1 modelo a venda.

  • Anonimo

    Isso é um país. Chamarmos o Brasil de país é até falta de respeito.

  • Fórmula Finesse

    Mas o Tesla não é caríssimo? Seria bem interessante uma análise in loco desse carrão.

  • Juvenal Jorge

    Hans,
    que lugar impressionante !!!!
    Dinheiro de monte, pouca gente. O oposto do Brasil.
    Sorte de quem vive por lá.
    Aguardamos ansiosos sua avaliação do Tesla.
    Obrigado

  • Danniel

    Na empresa que trabalho agora temos uma frota de 3 Renault ZOE e um kangoo ZE. Esses dias andei de passageiro em um deles e achei bem interessante a sensação.

  • Leandro

    Isso é país de primeiro mundo pensando numa política de reduzir a poluição ajudando a população através da redução dos impostos como forma de incentivo. Beeeeeeeemmmmmmmm diferente do que foi feito em SP pela Controlar que só queria levar nosso dinheiro e não ajudava em nada a poluição.

  • Luke

    Mas essa realidade está mudando. Parece que os incentivos aos elétricos funcionaram tão bem que agora há um excesso deles. O governo estuda, por exemplo, suspender a autorização para que circulem nas faixas exclusivas dos ônibus, pois as estão congestionando! Pois é… não há solução fácil, nem mesmo com o todo o dinheiro da Noruega!

    • Silvio

      Eu estava pensando justamente nisso. Se você libera as faixas “exclusivas” e 2 dos 3 mais vendidos são elétricos, como vai ficar em pouco tempo?!

  • Eurico Junior

    Onde eu assino?

  • Marco Molazzano

    A Noruega é o maior exportador de petróleo da Europa. Sobra tanta grana que eles tem um fundo de investimento pra fazer essa riqueza durar muitas gerações (nem pense em comparar com o pré-sal). Ficam, portanto, em uma situação sui generis, difícil de comparar e copiar, pois qualquer subsídio é possível e plausível com tão pouca gente e tanto dinheiro extra. Bom pra quem vive lá, mas não é modelo, por isso muitos estranharam a popularidade de um carro elétrico que custa mais que BMW série 5 nos EUA.

    • André Baptista

      É claro que não dá pra comparar com o pré-sal, o petroleo noruegues custa muitissimo menos para ser extraído, e eles tem 5 milhoes de bocas pra alimentar, contra 200 milhoes.

  • Fer Campolina

    Hans, antes de qualquer coisa, obrigado pelo post. Que coisa boa ver o carro elétrico virando realidade. Mas fiquei com uma dúvida, visitei a página da Renault norueguesa e eles vendem o Zoe e o Twizy lá, vocês os viu por aí?

    Entusiabraço!

    • Hans Jartoft

      Não tem muitos não, o Zoe é novo no mercado ali e o Twizy é mais um
      brinquedo de que um carro. Tem alguns poucos Kangoo. Ate agora, só isso.

  • BrunoL

    Ótimo texto!
    Só uma correção: no terceiro parágrafo, última linha:
    R$ 1,5 trilhão, e não 1,5 trilhões.

  • Rogério Ferreira

    Carro elétrico só é viável, em países onde a idade média da frota não supera, dez anos, mais ou menos o tempo de duração das mais modernas baterias de íons de lítio (Que não são diferentes de seu Smartphone, apenas maiores). E nisso até os híbridos, pecam, pois sem o auxílio das baterias, que invariavelmente, tem vida útil de 8 a 15 anos, passam a consumir mais e andar menos que os carros com motores à combustão, pois são mais pesados. Qual seria o destino desses Teslas, Leafs, I3s, Noeregueses? quando as baterias começam a perder a capacidade de permanecerem carregadas? Creio que seria o mesmo dado a um aparelho eletrônico na mesma situação. Substituir a bateria por uma nova, ficaria mais caro que o próprio carro, então, o negócio é descartar o veículo. Não, é muito para minha cabeça de autoentusiasta… Não sei porque, mas não consigo aceitar a idéia de comprar um carro que no futuro terei que jogar fora (creio seja impossível passar para frente, pois quem há de comprar um carro cuja bateria estariam na metade da vida útil?) Sistemas Hibridos, que não necessitam de baterias, como o Hybrid Air da PSA, me parecem muito mais interessantes, e não sei porque ninguém mais fala nisso (deve contrariar alguns interesses, penso eu)! Pelo lado ambiental, tenho outra ponderação: que tipo de energia a Noruega produz ou compra… Se for energia suja, originada de termoelétricas, os incentivos governamentais para a frota verde, seria mais que obrigação a título de “compensação ambiental” Carro elétrico carregado com energia suja é um grande engodo.

    • Marcelo R.

      Disse tudo! Só complementando: eu considero energia elétrica gerada através de usinas nucleares, mais suja ainda! Além disso, não existe energia elétrica sem prejuízos ambientais, se levarmos em consideração os impactos no meio ambiente para a construção de uma hidrelétrica…

      Um abraço!

    • Hans Jartoft

      A idade “fim de vida”
      de qualquer um carro é totalmente dependente o preço das pecas ou incentivos do
      Governo. O preço de uma bateria daqui 10 anos ninguém sabe. Ate agora mesmo é
      difícil saber. Eu liguei para Nissan na Suécia para saber o preço de uma nova
      bateria para um Leaf. Dizem que não tem um preço. . . Tentei varias vezes ter
      uma resposta melhor e não consegui.

    • André Baptista

      Hoje custa US$ 20.000 uma bateria de um Tesla. Estão construindo uma mega fabrica em Nevada que vai produzir por ano mais do que se produz no mundo inteiro hoje!
      A expectativa é que o preço caia 30%.
      Continua sendo uma reposição cara, depois de 10-12 anos, mas tem o fator manutenção, um elétrico gasta bem menos em manutenção durante esses anos todos.

      Talvez seja viável, vou enviar um email para a Tesla perguntando isso. Não é possível que um carro “verde” seja simplesmente jogado no lixo depois de 12 anos.

      Fonte:
      http://waitbutwhy.com/2015/06/how-tesla-will-change-your-life.html

  • Lorenzo Frigerio

    É triste vermos que o Brasil é um país com enorme potencial hidrelétrico; no entanto, há menos usinas do que deveria ter e a rede de distribuição é precaríssima e sujeita a constantes “apagões”. Para piorar tudo, a implantação da indústria automobilística aqui acabou com a rede ferroviária (aquele que faz eficiência de custo com eletricidade), e hoje os caminhões lotam as estradas. Não só isso, o Brasil continua a priorizar os motores a combustão interna, para favorecer uma certa empresa estatal (que é cabide de empregos) e usineiros, e o governo simplesmente não toma conhecimento da existência de veículos elétricos. Tudo para privilegiar setores específicos da sociedade em troca de apoio político.
    Carros elétricos e pontos de abastecimento gratuito são uma coisa impensável num País como o nosso, onde a eletricidade é caríssima, e os impostos sobre mercadorias e importações, escorchantes.
    Isso aqui não vai tomar jeito nunca.

  • Angelo_Jr

    bom, o custo de produção dele, relativamente a outros carros, é altíssimo, fazendo com que só valha a pena no segmento de luxo que ele se propõe. Entretanto, como é elétrico, e na Noruega, segundo o Hans, não há imposto sobre veículos elétricos, seu preço fica, na prática, menor do que os outros carros, fazendo ele valer muito a pena

  • Burke M. Hyde

    Meu caro Hans Jartoft,
    A energia elétrica na Noruega é grada através de queima de combustíveis fósseis, nuclear, eólica ou hídrica? Pois sinceramente não entendo de onde vem tanta energia elétrica gratuita. Dá até a impressão que a energia aí nasce na tomada…

    • Burke, os países nórdicos investiram muito em energia eólica. Acontece que a energia gerada ao longo da madrugada não é aproveitada, o catavento fica virando lá à toa, daí incentivaram o carro elétrico para que este aproveitasse essa energia que ia para o ralo, já que a maioria deles é recarregada à noite. Acredito que a maioria faz isso, recarrega à noite a um custo bem baixo e que esses postos de recarga grátis é mesmo para incentivar pra valer o carro elétrico. Essa energia da noite, que antes era jogada fora, agora é vendida, e com esse faturamento extra a intenção é baratear a energia elétrica em geral.

      • Allan Welson

        Bom ponto de vista.

    • Hans Jartoft

      A geração de energia é 98% hidrelétrica. Poderia ser 100% mas tem alguns “power
      plants” que queimam gás e tem um pouco de eólica. Há planos na Noruega para
      exportar energia hidrelétrica.

  • Bosley de La Noya

    A porta da rua é a serventia da casa meu amigo…
    Se esse bando de reclamões que não fazem nada para melhorar esse negócio aqui se bandeasse para fora, já melhoraríamos bastante.

    • Jorge Gomes

      Eu já faço bastante: sou um cidadão consciente, cumpro minhas obrigações, gero empregos e pago uma cacetada de impostos. Daí, acho que tenho o direito de ser um “reclamão”. É como diz o Juca Chaves: sou patriota, mas não sou idiota.

  • Allan Welson

    Como é fácil controlar a vontade de um povo com impostos ou qualquer outro tipo de restrição – instrumento – “governamental” (tanto para o bem como para o mal).

    E não, não estou criticando os elétricos. Inclusive torço para que as tecnologias de armazenamento evoluam, tanto em capacidade de carga (densidade-preço) e reciclagem (não somente com descarte adequado e sim com reaproveitamento máximo para a fabricação de um mesmo e novo produto – assim como com as “latinhas” de alumínio). Tanto as de estado sólido como as baterias de fluxo (“flow batteries“).

    Eletricidade tem em quase todo lugar: todo mundo pode ter um “posto” em casa, ou existir um em qualquer ponto remoto onde passe a malha de distribuição (pode ser inclusive “totalmente automatizado/gerenciável à distância” – uma “tomada” ativada com alguma espécie de crédito). E, se quiser, dá até para gerar eletricidade “em casa”, ou “no campo” – poderia ser em casa – com biodigestores, convertendo o produto final em energia elétrica. E ainda existem as opções de “painéis solares” ou microturbinas eólicas (existem algumas opções com design melhor “adequado” para residências).

    E se o problema for para regiões sem eletricidade, um veículo (ou gerador) com motor de ciclo Diesel é muito mais competente, inclusive se, tecnologicamente, não existirem barreiras para que o mesmo funcione com biocombustíveis extraídos facilmente de oleaginosas (ou proveniente de resíduos de cozinha); podem até mesmo alguns “álcoois” atuar como complemento – tente conseguir “gasolina” (ou fazer) no meio do nada, em comunidades isoladas por ocorrência de acidentes, ou até mesmo em meio a uma guerra…

  • Julio Bomfim

    Sobre carros elétricos, adoro e acompanho a algum tempo o projeto MindDrive, em que estudantes norte-americanos convertem Karmann Ghias em lindos – e eficientes – veículos elétricos. Vale a pena conhecer: http://youtu.be/qvx8DihPTRs
    Inclusive existem milhares de projetos de conversão de veículos antigos em elétricos nos EUA… projetos DIY!

  • Hans Jartoft

    Caríssimo não, caro sim. Pela performance acho um preço
    normal e por isso o carro vende, e se tem incentivo do governo, vende bem, como
    na Noruega. Eu volto neste assunto na semana que vem ou na outra.

  • Bosley de La Noya

    Caro Jorge,
    Se você faz tudo isso pelo país, é claro que pode ser um “reclamão”. O problema é que a maioria que reclama não faz nada e acha que as coisas tem que cair do céu. Geralmente põe a culpa no governo, no Papa, em qualquer um.
    Essa gente, continuo achando, não faz a mínima falta. Poderia ir para qualquer país, desde claro, aceitem gente assim lá fora…

  • Jorge Diehl

    Nem tudo são flores. Noruega é ótimo para quem adora muito frio e bacalhau. Tenho amigos que moram lá e estão loucos para voltar pra cá, apesar do excelente salário (na faixa dos 30 mil reais para um recém formado).

  • Z_H

    São 5 milhões de habitantes (segundo o texto). Tudo (moradia, transporte, emprego, etc) fica muito mais fácil.

  • joão

    brasil, por que brasil, por que?

  • Vilmar Antônio Moccelin Júnior

    Tem alguns posts excelentes aqui, mas alguns realmente são tristes de ler. Não há a mínima possibilidade de comparar soluções Suecas com as necessárias pra cidade de São Paulo (sem contar o resto da metrópole), com uma densidade populacional absurda, uma distribuição de moradia/trabalho ridícula, entre outros detalhes), quem dirá então com o Brasil, com 200 milhões de habitantes, e uma dimensão territorial que fica até difícil comparar. O Brasil tem um “problema” praticamente insanável, que é, ao mesmo tempo, uma proposta maravilhosa, e se chama PACTO FEDERATIVO. Aqui a idéia é crescer junto, ou, no nosso caso, se arrastar juntos, dificultando muito a vida de regiões ricas pra favorecer (ajudar) regiões que teriam dificuldades em crescer sozinhas, e daí copiar “soluções mágicas” como essas são impossíveis. Vamos tirar da equação o nosso povinho, nossa síndrome de Gerson, etc… Imaginem estado do Rio de Janeiro totalmente independente, gerando a riqueza que gera sem ter que pagar impostos federais, mas tendo que se manter sozinho também (e claro, isso iniciando lá em 1800 e guaraná com rolha, ou a região Sul, ou apenas o Sudeste, enfim, a situação seria totalmente diferente. Soluções seriam diferentes, e provavelmente mais fáceis, mas não seríamos o Brasil. Agora, se inserirmos o fator povo no meio aí a coisa fica ainda mais difícil pois temos uma população que no geral sofre a síndrome do Gerson, mas que, por outro lado, é, de fato, muito mais FELIZ (difícil de mensurar cientificamente, mas que é fácil observar por outros meios) que estados que já vivem no Bem Estar Social e que sofrem, por exemplo, com taxas de suicídio altíssimas!!! Desculpem se o texto não ficou bom, mas não tenho tempo de revisa-lo então assim vai.

    • Bob Sharp

      Vilmar
      Triste é receber e ler um comentário grosseiro como esse seu, um desrespeito ao autor e ao site. Suma-se daqui, pois você está banido.

  • HorsePower

    Uma dúvida que me aflige. Num país como o Brasil, onde estamos no limite da capacidade energética instalada e sob risco de apagões, no momento que cada brasileiro ligar seu carro nas tomadas, o que acontecerá? E outra, se já estamos dependendo de termelétricas (poluentes), quando ligarmos os carros nas tomadas, ai sim que elas serão necessárias. Como fica, então, a questão da “energia limpa”?