A Ford apresentou nos dias 6 e 7 o novo Ka hatchback e sua versão sedã, o Ka+, motores 1-litro de 3 cilindros e 1,5 litro de quatro. Do antigo tendo apenas o nome, seu porte é algo próximo ao do New Fiesta (este, números entre parênteses), com 3.888 mm de comprimento (3.969 mm), – 81 mm; 1.695 mm de largura sem espelhos/1.911 mm com (1.787/1.978 mm) – 92/, –  67 mm; 1.525 mm de altura (1.464 mm), + 61 mm; e entreeixos, 2.491 mm (2.489 mm), + 2 mm.

É o primeiro da espécie no universo Ford, projeto global centralizado na fábrica de Camaçari, e deverá ser fabricado na Índia e na China.

O estilo é tipicamente Ford atual, cujo maior destaque é a grade à “Aston Martin” que muito sucesso fez no Fusion e no New Fiesta (esperada no novo Focus. já existente na Europa e EUA). A vantagem que logo chama a atenção no New Ka é o bom espaço para pernas e cabeça no banco traseiro, sabidamente uma deficiência do irmão maior. É resultado principalmente da maior altura, que sempre permite melhor aproveitamento do espaço interno. Os vidros das portas traseiras, entretanto, baixam cerca de 80%.

 

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“Sentado atrás de mim”: ótimo espaço para pernas e cabeça

O que é novidade no nome de modelo Ka é haver agora uma versão sedã, de 4.254 mm de comprimento, menos 152 mm que o New Fiesta sedã;  mais estreito 27/66 mm (sem/com espelhos); 50 mm mais alto e com os mesmos 2 mm mais entre os eixos.

O Cx do hatch é 0,33 e o do sedã, 0,32. A área frontal (calculada) é a mesma para as duas carrocerias, 2,06 m², o que dá o bom resultado final de 0,679 m² e 0,659 m², respectivamente.

 

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Visual compacto com desenho típico Ford

Com 445 litros de volume do porta-malas de tampa com dobradiças pantográficas, o Ka+ perde para o New Fiesta sedã em 20 litros. O hatchback Ka também perde para seu par maior nesse ponto, com 257 litros versus 281 litros.

A diferença de preço entre as carrocerias é de exatos R$ 2.500, enquanto nos motores ela sobe para R$ 5.000 qualquer que seja a versão de acabamento, que são a básica SE, a intermediária SE Plus e a topo SEL.

 

Preços Novo Ka
Hatch (Ka)Sedã (Ka+)
R$R$
SE 1,035.39037.890
SE Plus 1,037.39039.890
SEL 1,039.99042.490
SE 1,540.39042.890
SE Plus 1,542.39044.890
SEL 1,544.99047.490

A Ford espera alguma canibalização sobre o New Fiesta, fato normal na indústria, mas nada que seja preocupante. O objetivo é aumentar presença no mercado brasileiro com um produto inteiramente novo, à altura de enfrentar concorrência forte como HB20, Ônix,  Sandero, Gol e Palio. Para o Ka+ os alvos são Logan, Siena, Voyage, Prisma e HB20 S.

A dotação de itens de série no básico SE inclui ar-condicionado, direção com assistência elétrica, acionamento elétrico dos vidros dianteiros, travas elétricas com controle remoto, rádio My Connection Gen.3 com AM/FM, USB, My Ford Dock, controle de frenagem em curvas (associado à EBD, distribuição eletrônica das forças de frenagem), limpador e lavador do vidro traseiro e abertura elétrica do fecho do porta-malas.

 

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O SE Plus recebe acionamento elétrico dos vidros traseiros e sistema de conectividade Sync, menos o lavador e lavador do vidro traseiro no caso do sedã Ka+.

O topo de linha SEL traz controle de estabilidade e tração AdvanceTrac (primazia neste segmento), assistente de partida em rampas, rodas de alumínio de 15 pol. e pneus 195/55R15V, faróis de neblina, computador de bordo (uso prático, botão na extremidade da alavanca da seta, esta com função pisca-3), alarme volumétrico, ajuste de altura do banco do motorista, grade dianteira com acabamento cromado e lanternas traseiras escurecidas. O estepe armazenado horizontalmente no interior do porta-malas é temporário, roda de aço e pneu 175/65R14T, adesivado com limite de velocidade de 80 km/h.

As vendas começam em setembro nas 435 concessionárias da marca com o hatchback 1-litro e em outubro, o sedã, inicialmente com motor 1,5-l, quando passa a ser disponível também no hatchback. Só em novembro é que chegará o sedã com motor 1-L.

Charme do 3-cilindros

Não há dúvida de que o maior charme do novo KA é estar estreando o novo motor 1-litro de três cilindros fabricado em Camaçari.  Apesar do bloco de ferro fundido, supera em potência e torque o todo-alumínio do Volkswagen up! e Fox BlueMotion, decorrência de fatores como a taxa de compressão de 12:1 (11,5:1 no VW) e variador de fase tanto na admissão quanto no escapamento (só admissão no up!). Desenvolve a 80/85 cv (gasolina/álcool) de 6.300 a 6.500 rpm e 10,2 m·kgf a 3.500 rpm (gasolina) e 10,7 m·kgf a 4.500 rpm (álcool). O motor alemão, para comparação, fica com 75/82cv a 6.250 rpm e 9,7/10,4 m·kgf a de 3.000 a 3.800 rpm. Ambos são de quatro válvulas por cilindro. A partida do motor exige apertar o pedal de embreagem.

 

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O motor 1-l de 3 cilindros é mais potente do Brasil nesta cilindrada

A configuração do motor é de curso longo, 81,8 mm para diâmetro dos cilindros de 71,9 mm, enquanto no up! o curso é 76,4 mm com diâmetro 74,5 mm. Motores de curso longo normalmente têm mais torque.

Ambos contam com sistema de partida a frio, quando com álcool e menos de 18 °C de temperatura ambiente, que não tem injeção de gasolina, mas só o Ford  tem a correia dentada de acionamento dos comandos de válvulas enclausurada e lubrificada com óleo, o que lhe garante vida útil igual a do motor. sempre definida pela Ford com 240.000 km. No VW a correia dentada deve ser trocada a cada 120.000 km ou 4 anos e meio.

Em funcionamento são motores praticamente idênticos. Olhando-se os motores em marcha-lenta oscilam igual, ficam “tremendo”, mas o efeito cessa à menor acelerada, e sem que passe para o interior.  No dia do teste em Trancoso (BA) só havia versões 1-L para se andar, a maioria hatchback, que foi o carro em que andei, um SEL.

Seu peso em ordem de marcha é 1.026 kg, 68 kg mais que o VW up! high up! 4-portas, o mais pesado da linha. Desempenha bem, retoma bem. velocidade, o motor é muito elástico.  A Ford não informou desempenho das duas motorizações, mas em conversa informal o gerente de engenharia veicular da Ford, Klaus Mello falou em 0-100 km/h em 13,9 segundos, “abaixo de 14 s,” disse.  Ou seja, regula com o up!, que oficialmente efetua essa aceleração em 12,4 segundos, com álcool.

 

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Visual da traseira agrada

A v/1000 é 30,5 km/h, portanto se a velocidade máxima for igual à do up!, 165 km/h, o motor estaria a 5.400 rpm. praticamente 1.000 rpm abaixo do pico a 6.300 rpm. Em quarta, no corte observado a 6.700 rpm, iria a 162 km/h (v/1000 24,2 km/h).  A 120 km/h em 5ª, 3.900 rpm.

 

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A traseira do sedã Ka+ é agradável

A sonoridade do motor é bastante agradável, igualando-se ao up!  nisso. Lembra o rumor de um seis-cilindros boxer e vai ao corte  (limpo) facilmente, atingindo esse ponto antes que se espere, tal a presteza.

O consumo Inmetro/Conpet deu a o novo Ka 1-litro nota nota “A” no Selo de Eficiência  Energética. Com gasolina, 13 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada; com álcool, 8,9 km/l cidade e 10,4 km/l estrada.

Quem desejar subir de categoria em veículos, sair do 1-litro, terá no Ka+ como o motor Sigma 1,5 (1.498,5 cm³) um bom passo. Motor moderno, bloco e cabeçote de alumínio, estado-da-arte exceto pela injeção de combustível, no duto em vez de direta, é um duplo-comando de quatro válvulas por cilindro que desenvolve 105 cv a 6.500 rpm com gasolina e 110 cv a 5.500 rpm com álcool, e 14,6 m·kgf a 4.250 rpm com gasolina e 14,9 m·kgf, à mesma rotação, com álcool. Falarei mais dele quando receber o novo Ka 1,5-l para teste.

Esse novo Ka é bom de andar,  confortável, preciso de direção, relação provavelmente é a mesma do New Fiesta, que é 14,3:1. Faz curva muito bem com a bem calibrada suspensão dianteira McPherson com subchassi e traseira por eixo de torção. O câmbio do transeixo IB5— o mesmo do Escort 1984, de origem francesa, porém melhorado ao longo dos anos e produzido há bastante tempo na unidade Ford de Taubaté — funciona  impecavelmente com seu comando a cabo. Freios a disco ventilado na dianteira e a tambor na traseira mostram potência adequada e cumprem bem seu papel.

O quadro de instrumentos não é “Wolfsburg”, mas tem boa legibilidade, embora o conta-giros de diâmetro cerca de 60% em relação ao velocímetro central não seja o ideal na minha opinião. Pelo menos fica no lado esquerdo. Há luz de troca de marcha para ajudar a dirigir com menor consumo.

 

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O quadro de instrumentos não é “Wolfsburg”, mas tem boa legibilidade

Por enquanto, segundo os objetivos mercadológicos do novo Ka, não se cogita eliminar o pedal de embreagem, mas um dos executivos presentes ao lançamento admitiu que poderá vir um robotizado num futuro próximo.

 

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Por enquanto, só câmbio manual, mas poderá vir um robotizado

O volante tem ajuste de altura em todas as versões, mas o do banco do motorista, só na topo. Há a interessante solução de um porta-objetos “secreto”, situado na extremidade esquerda do painel e que fica totalmente ocultado pela porta quando fechada. Há também um cada  ponta do assento do banco traseiro, bastante útil. A lamentar mesmo é não haver ajuste elétrico dos espelhos — pelo menos no direito — nem na versão-topo,  e tampouco repetidoras do indicador de direção vindas de fábrica, só como acessório. E nem faixa degradê no pára-brisa.  Elogios para os bancos dianteiros, com assentos de comprimento adequado que proporciona bom apoio das coxas, mas os pedais de freio e acelerador são muito distantes um do outro, tornando difícil o punta-tacco.

 

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O porta-objetos “secreto”, uma idéia brilhante

Atrativos adicionais

A Ford conta com dois fortes atrativos para o seu novo produto. Um é conectividade Sync, opcional na versão SE e de série na SEL.  O equipamento vem com rádio, CD e MP3-player com Bluetooth, controles no volante e comandos de voz para celular e áudio, leitor de SMS, download automático da agenda de telefones e permite parear até 10 telefones. A conectividade inclui o sistema AppLink, tecnologia que permite acessar aplicativos do celular por meio de comandos de voz, abrindo um leque de novas possibilidades de serviço e entretenimento. Tudo isso mantendo o motorista com as mãos no volante e os olhos na pista, a premissa da filosofia de conectividade com segurança da fabricante.

O outro atrativo, e primazia num carro fabricado no Brasil, é a chamada de emergência  automática, por um aparelho celular pareado, para o Samu (Serviço de Assistência Móvel de Urgência, o 192) ao disparar uma bolsa inflável ou houver corte do sistema de alimentação de combustível, ambos sinais de que o veículo se acidentou de maneira grave.

Atrairá compradores também a evolução do plano de manutenção, iniciada com o novo KA. Antes, a primeira revisão de veículos Ford era com seis meses ou 10.000 km (prevalecendo o que ocorresse primeiro) e as revisões sucessivas com mesma quilometragem ou periodicidade. Agora a primeira revisão continua aos seis meses mas sem quilometragem e as demais serão a cada ano ou 10.000 km. Ficou mais lógico, pois era muito inconveniente antes e pesava no bolso do proprietário, fora a perda de tempo.

 

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Portanto, temos aí mais um contendor de peso no disputado mercado de carros compactos, compreendendo hatchbacks e sedãs, que responde por quase 60% do mercado brasileiro.

BS

 

FICHA TÉCNICA NOVO KA/KA+
MOTOR1-L1,5-L
Tipo3 cilindros em linha, duplo comando de válvulas no cabeçote, variador de fase admissão e escapamento, correia dentada, 4 válvulas por cilindro, bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio; instalação transversal4 cilindros em linha, duplo comando de válvulas no cabeçote, correia dentada, 4 válvulas por cilindro, bloco e cabeçote de alumínio; instalação transversal
Cilindrada997,3 cm³1498,5 cm³
Diâmetro e curso71,9 x 81,8 mm79 x 76,4 mm
Taxa de compressão12:111:1
Potência80 cv (G), 85 cv (A) de 6.300 a 6.500 rpm105 cv a 6.500 rpm (G), 110 cv a 5.500 rpm (A)
Rotação de corte6.700 rpm6.800 rpm
Torque10,2 m·kgf a 3.500 rpm (G) e 10,7 m·kgf a 4.500 rpm (A)14,6 m·kgf (G) e 14,9 m·kgf (A), a 4.250 rpm
Formação de misturaInjeção eletrônica seqüencial nos dutos
CombustívelGasolina e/ou álcool
TRANSMISSÃO
EmbreagemMonodisco a seco, comando hidráulico
CâmbioTranseixo dianteiro de 5 marchas manuais, tração dianteira
Relações das marchas1ª 3,846:1; 2ª 2,038:1; 3ª 1,281:1; 4ª 0,951:1; 5ª 0,756:1; ré 3,615:1
Relação do diferencial4,73:14,07;1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
TraseiraEixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
TipoPinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Relação de direção14,3:1
FREIOS
DianteirosA disco ventilado
TraseirosA tambor
RODAS E PNEUS
RodasAço, 5,5Jx14 ou aluminio 6Jx15
Pneus175/65R14T ou 195/55R15H
DIMENSÕES
Comprimento3.886 mm (KA+ 4.254 mm)
Largura sem/com espelhos1695/1.911 mm
Altura1525 mm
Distância entre eixos2491 mm
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, hatchback, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Cx0,33 (KA+ 0,32)
Área frontal (calculada)2.06 m²
Cx x área frontal0,679 m² (KA+ 0,659 m²)
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha1.007 kg (SEL 1.026 kg) / KA+ 1.022 kg (SE e SEL)1.018 kg (SEL 1.034 kg) / KA+ SE 1.032 kg e SEL 1.048 kg
Porta-malas257 litros (KA+ 445 litros)
Tanque de combustível51,6 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h13,9 s (A; G N.D.)N.D.
Velocidade máxima (est)165 km/h
CALCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª29,8 km/h35,4 km/h (motor 1,5-l)
Rotação a 120 km/h em 5ª4.000 rpm3.390 rpm
Rotação em vel. máxima, 5ª5.540 rpm5.900 rpm (em 4ª, motor 1,5)
GARANTIA
Termo3 anos
Troca de óleo10.000 km ou 1 ano
Revisões10.000 km ou 1 ano
EQUIPAMENTOS NOVO KA E KA+
SESE PlusSEL
Abertura ele’trica do porta-malas
Acabamento SEL
Acionamento 1-varrida do limpador
AdvanceTrac (controle de establidade e tração)
Ajuste de alt. do banco do motorista
Ajuste de altura do volante
Alarme volumétrico
Antena de teto na traseira
Ar-condicionado
Assistente de partida em rampa
Chave-canivete
Computador de bordo
Conta-giros
Direção com assist. elétrica
Espelhos retrovisores cor do veículo
Freios com controle de curva
Grade dianteira com aplique cromado
Indicador de troca de marcha
Lanternas traseiras escurecidas
Limpador/desembaçador do vidro traseiro (Ka+ não)
Maçanetas externas cor do veículo
My Ford Dock
MyConnectio Gen.3 (rádio AM/FM, USB, Bluetooth)
Pacote de acabamento SE
Pisca-3
Pneus “verdes” 175/65R14
Pneus “verdes” 195/55R15
Quatro alto-falantes
Roda de aço 14″ com calota integral
Roda de alumínio de 15″
Sync media system com Applink, Assistência de emergência, CD/MP3/USB/Bluetooth, comandos de voz em português, controles de áudio e telefone no volante
Tapetes de carpete
Travas elétricas c/ controle remoto
Vidros elétricos dianteiros
Vidros elétricos traseiros

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • CharlesAle

    O carrinho tem tudo para agradar aos consumidores,seu interior é mais rico de detalhes que o UP,que mostra chapas pintadas nas portas,para muitos,sinal de desleixo do fabricante.O motor 3 cilindros moderno e potente,além de econômico.Painel “normal”de carro,com instrumentos a frente do volante e completo(menos termômetro,que para muitos não faz falta,mas para mim,faz)nada de painel tipo étios ou “franciscano”como o do UP!dentre outros vários detalhes que com certeza o fortalece bem no mercado!!!

    • Netovski

      Revestir as portas do up! é algo que custaria à Volkswagen não mais que 200 R$ e agregaria um valor de 1.000 ao carro na minha percepção.

      • Renato Mendes Afonso

        Eu devo ser um dos únicos que acha frescura o pessoal desprezar o up! só por “faltar plastico” no interior. Achei bem acertado o interior dele. O resultado ficou bom, no meu ponto de vista.

        • Marcio Santos

          Ficou muito simples, parece de um carro de segmento inferior a Ka e HB20, não apenas pela lata exposta mas pela simplicidade geral. muito pobre.

          • Renato Mendes Afonso

            Mas há algum segmento abaixo da proposta do up!? Ainda se o interior tivesse rebarbas em excesso ou mesmo folgas não padronizadas até entenderia, mas o segmento do Ka e do up! não é o menor que se pode chegar.

            Não acho que o interior do Ka e HB20 (parecem de segmento maior) desmereça o interior do up!. Minha opinião.

          • Marcio Santos

            Renato, se um ou mais carros são superiores a um determinado carro, este passa a dar uma sensação de um nível abaixo, é este o caso.
            O interior do Ka e do HB20, painel e revestimentos das portas, são muito superiores aos do up, isso é claro, ao entrar no Hyundai e no Ford parece que estamos em um compacto de faixa de preço mais alta.
            As saídas de ar do up podem até refrigerar o interior do carro, mas não é possível direcionar o ar para o rosto quando entramos em um carro fervendo, é um alívio muito grande e o up não permite isso.
            O que importa é que se saímos do interior de um HB20 ou Ka e entramos no up a sensação é de estarmos em um carro muito mais pobre, isso é fato.

        • Burke M. Hyde

          A falta de revestimento nas portas é o de menos no up!
          Duro mesmo de engolir é a falta de ajuste nos cintos de segurança, naquela saída de ar central que mais parece uma gambiarra, naqueles bancos que remetem aos VW dos anos 70 e mais se parecem com um sarcófago de tão esquisitos.
          Se a VW arrumasse tudo isso, a falta de plástico nas portas seria até aceitável.

          • Renato Mendes Afonso

            Já li muitas vezes que a saída de ar é eficiente na prática (Ae e os carinhas do TopSpeed confirmaram isso). De resto, é mais questão de gosto.

            Mas falta de plásticos para cobrir lata do carro ta longe de indicar falta de qualidade, na minha opinião.

        • Netovski

          Desconsiderando os fatores subjetivos que possam influir no bem estar dos ocupantes, o isolamento térmico da lataria aparente é nulo até porque os metais são bons condutores de calor.

        • Caio Ferrari

          O up! é um carro fantástico. Equipando o carro com trio elétrico, ar e direção, e som, na versão 4p seu preço ultrapassa os 37k. Logo, é excessivamente caro. Foi criado para substituir o Gol G4, mas o carro é muito mais do que isso. Porém, se você começa a “vestir” o carro, ele fica impraticável.

      • power

        Não dá, não tem mais como pagar mais por tão pouco!!!

    • CorsarioViajante

      Isso para mim mostra que o Up está competindo, em termos de preço, na categoria errada, deveria estar mais barato.

  • Mr. Car

    Esperava mais ousadia na política de preços. Por exemplo: o Novo Ka hatch SE Plus 1.5 custando o mesmo que um Novo March SV 1.6 16v (ainda assim continuaria perdendo para o “japonês” em equipamentos), e o SEL custando o mesmo que o Novo March SL 1.6 16v, mas mesmo não tendo ar digital, câmara de ré, e retrovisores elétricos, isso seria compensado por coisas que o Nissan não tem, como os controles de estabilidade e tração. Fora isso, pegou pesado com a diferença de R$ 5.000,00 entre os motores 1.0 e 1.5. Resumo: R$ 2.000,00 menos para todas as versões do carro seria muito positivo.

    • Roberto Mazza

      Mr Car preço de tabela não é preço de mercado. Aí dentro eles tem que embutir margens de desconto, margem para “negociar” uma troca aceitando seu carro usado, e ainda juros embutidos para as famosas vendas parceladas a “juro zero”. O melhor é comprar à vista, vender o seu por fora, e ir negociar os preços em diversas concessionárias de grupos diferentes. Talvez uma marca abaixe o preço mais que a outra.

      • Mr. Car

        Só que “preço de tabela não é preço de mercado” para todo mundo. Isto significa que se a Ford dá desconto na hora de fechar mesmo o negócio, a Nissan também dá, e se ela já parte de menos nos preços oficiais, fica mantida a proporcionalidade, e o Ford continuará (na média, já levando em consideração aspectos peculiares de cada negociação específica) com preços mais gordos.

        • Rafael L M

          Mr. Car.
          Só a título de curiosidade: o “New” “New” (repeti propositalmente) Fiesta fabricado no BR foi lançado no ano passado com valor inicial de R$ 39.000 na versão S 1,5. Agora a Ford lança o novo Ka SE 1,5 por iniciais R$ 40.400,00 e o “New” “New” Fiesta S 1,5 por R$ 43.000,00. Lembrando que esse Fiesta perde em espaço no banco traseiro, porém ganho nos demais quesitos, inclusive na quantidade de itens de série.

    • Tarcisio Cerqueira

      Mr. Car, para mim ela quer adiantar o retorno financeiro do investimento na nova fábrica de motores, com essa diferença de preço entre os motores… E também compensar os custos logísticos de trazer os motores 1.5 de Taubaté para Camaçari… É a impressão que tenho…

    • Marcio Santos

      O único problema do Ka é o preço do motor 1.5. cinco mil reais mais caro do que o 1.0, talvez o próprio mercado corrija esta distorção.

  • Danilo Bod@o

    Está ficando muito interessante o mercado nessa faixa de compactos. Fica difícil a decisão na hora de comprar.

    • Renato Texeira

      Hum, de certa forma sim. Os carros estão mais equipados, mas está cada vez mais difícil achar carro de cilindrada maior na faixa entre R$30mil e R$40mil.

      • Danilo Bod@o

        A questão de preços já é um ponto indiscutível. Todas as faixas são ridiculamente caras. Hoje por menos de 30k já está difícil comprar um 1.0…

        • Renato Texeira

          Sim, sim, concordo plenamente. Mas o que eu quero chamar atenção é que além disso, está ocorrendo uma mudança no perfil de ofertas de veículos. Resumindo, carros com motores maiores (e com menos acessórios) estão sendo substituídos por carros de motores menores mas com mais acessórios. Na ford, por exemplo, o novo ka (versão 1.0) está entrando numa faixa de preço que era ocupada pelo fiesta rocam 1.6. Na GM, o onix 1.0 substituiu o corsa 1.4. Aí a vantagem acaba sendo o que foi sempre: dependendo do uso.
          Pessoalmente eu acho que o mercado de automóveis não está melhorando, e sim só mudando o foco, já que praticamente só temos motores 1.0 nesta faixa de preço (ta, melhoraram mas ainda com certas limitações dos 1.0 aspirados). Eu consideraria uma melhora se tivéssemos mais opções de motorização, nem que fosse com motores mais antigos (e de menor custo). Eu provavelmente, não me importaria em dirigir um ka com motor rocam 1.6 que fosse nesta faixa de preço do 1.0.

          • Bruno

            Renato, comentário perfeito.

          • Danilo Bod@o

            Seria um mundo perfeito!

  • VeeDub

    Somente uma observação:
    O motor 1.5 Sigma Flex não possui variador de fase – iVCT !

    • Bob Sharp

      VeeDub
      Correto, não tem mesmo. Agradeço a correção.

  • Netovski

    Saudações Bob quanto ao conforto dos bancos (tecido, maciez) ele fica, na sua opinião, acima abaixo ou na média dos compactos de 30-40 mil?

    • Bob Sharp

      Netovski
      Está na média, os bancos são bons. Inclusive, o assento do banco dianteiro é bem comprido, dá bom apoio para as coxas.

      • Netovski

        Obrigado pela resposta e parabéns pelo ótimo trabalho sou um grande admirador suas opiniões e avaliações me inspiram muito e posso dizer que foi com base na sua avaliação que escolhi como carro um Golf manual, como todo carro de quem gosta de dirigir deve ser, e sem os sacos de lixo nos vidros!
        Grande abraço de um fã!

  • Daniel Shimomoto

    Bob, você quem viu de perto…li em algum lugar que o bloco deste motor é tão compacto que é pouco maior que uma folha A4, procede?

    • Bob Sharp

      Daniel
      Procede. Se o diâmetro dos cilindros é 71,9 mm, isso vezes três dá 215,7 mm. Para os 297 mm de um folha de papel A4 faltam 81,3 mm. Considerando, por hipótese, haver 20 mm entre os cilindros 1 e 3 e as faces dianteira e traseira do bloco, e 10 mm entre cilindros (pode ser menos), temos 20 +10 + 10 + 20 = 60 mm, portanto o comprimento do bloco seria 215,7 + 60 = 275,7 mm, ou 21,3 mm mais curto que uma folha A4. É muito pequeno mesmo!

      • Daniel S. de Araujo

        Valeu Bob! E aproveitando a deixa, sei que é bastante subjetivo o que perguntarei mas você achou mais vigorosas as respostas e o comportamento do VW EA211 do Up/Fox ou do 3 cilindros do Ka?

  • RoadV8Runner

    Fiquei interessadíssimo no novo Ka hatch 1,5-litro. Para meu gosto pessoal, a Ford tem acertado “quase” em cheio (exceção para o Focus 2-litros, que só vem com câmbio robotizado), embora a ausência de repetidores da “seta” nas laterais ou nos retrovisores seja de se estranhar (e lamentar…) Os últimos Ka antigos já vinham com essa opção, não dá para entender a eliminação no novo modelo. Torci o nariz também para o estepe temporário, mas como o uso desse pneu é bastante raro hoje em dia, acredito que eu consiga conviver com esse incômodo…

  • Humberto “Jaspion”.

    Caro Bob,

    Gosto muito de suas reportagens, desde á época de Best Cars, sou seu fã mesmo. Leio tudo o que você escreve. Mas mudando de assunto, só uma curiosidade, quanto a Ford dizer que “240.000 km” de vida útil ao motor, o que ela quis dizer exatamente? Serão 240 000 km antes que haja alguma retífica ou alguma intervenção mais profunda no motor?Pelo menos para mim, durabilidade é algo indeterminado e que varia muito de pessoa para pessoa. Já encontrei muitos carros com 300 000 km ou mais sem que houvesse passado por uma retífica ou ter motor aberto. O próprio Zetec, que a Ford divulgava que teria 240 000 km de vida útil, isso lá pros anos 1999 ou 2000 quando esse motor estreou, já encontrei esses motores com mais de 300 000 km sem que tivesse sido abertos ou mesmo “fumando” ou “rajando”. O que seriam exatamente esses 240 000 km?

    Abraços!

    H

    Humberto “Jaspion”.

    • Bob Sharp

      Humberto
      Também acho muito esquisito a Ford dizer que a vida útil dos seus motores é de 240.000 km, quando é sabido que a maioria deles ultrapassa com facilidade esse limite. Já perguntei várias vezes ao pessoal de motores da fabricante e a resposta sempre é a mesma, curta e rápida, “padrão da empresa”.

      • Daniel S. de Araujo

        Aproveitando a deixa, um comentário besta que custei um tempão para aprender do que se tratava

        A International Engines nos EUA utiliza (ou utilizava, sei lá) um conceito que eles chamavam de Bearing life, designada de Bxx.

        Então eles falam em uma vida de B10 de 200 mil milhas (321 mil km) para um motor, então estatisticamente 10% dos motores sofrerão algum tipo de reparo mais sério (envolvendo troca de componentes internos). B50 de 350 mil milhas (563 mil km), 50% dos motores necessitarão de reparos…e assim por diante.

        • Humberto “Jaspion”.

          Boa Daniel!

          Lembrei das “L10” da vida útil dos rolamentos.

          Muito bom!

      • Humberto “Jaspion”.

        Estranho mesmo Bob. Na minha opinião, também soa esquisito essa informação. Pois para mim, 240 000 km é relativamente pouco para um motor moderno. Seria um anti marketing até. Ainda mais que é sabido que esses motores Zetec, a maioria ultrapassa com facilidade os tais 240 000 km.

    • CharlesAle

      Creio ser o padrão para uma manutenção mais “séria,como troca da correia dentada.Onde trabalhei,empresa de logistica e entrega urbana,havia Courier com mais de 400 mil rodados,e com seu motores Zetec Rocam nem fumando e rajando.A manutenção, me lembro bem, era repassada da CSS para os mecânicos da empresa pós-garantia, ou seja,sempre rodaram com a manutenção correta(inclusive o óleo 5w30).

  • Rafael L M

    Bob, esse motor 1,5 não tem a variação na fase de admissão, apenas o Sigma de 1,6 litro e, ainda assim, os mais novos. O EcoSport, por exemplo, ainda não conta com qualquer variação. Mas isso é questão de tempo.
    Na sua opinião, ele repete o comportamento de Kart do Ka de 1997 a 2007 (o da primeira fase)? Ele é mais gostoso de dirigir que o Fiesta de nova geração?

    • Bob Sharp

      Rafael L M
      O leitor VeeDub já havia apontado esse erro, que já foi corrigido no texto e na ficha técnica. Não, o primeiro Ka era único com seu pequeno momento polar de inércia. Dirigi-lo é como no Fiesta atual, mas não andei no 1,5-l.

    • Antônio do Sul

      Há algum tempo, não me lembro onde, li que, no Fiesta novo, o Sigma 1.6 teria variador de fase p/ admissão e escape, enquanto que o 1.5, só na admissão. A falta do variador no comando das válvulas de admissão, no Ka 1.5, seria uma forma de segmentá-lo em uma faixa de mercado inferior ou a informação que tenho a respeito do Fiesta está errada?

  • Tagsterr

    Muito boa avaliação e ótima opção na categoria, parabéns a Ford

  • Lorenzo Frigerio

    Mudaram o Ka de categoria. O original era para competir com o Celta; esse é aparentemente superior, para substituir o Ka velho e o Fiesta Rocam. Pelo visto, o Celta ficará sozinho na categoria pé-de-boi total.

    • CorsarioViajante

      Tem o Up tbm, que pode ser comprado peladão.

    • Marcio Santos

      Lorenzo, pelo que vi no site da GM o Celta custa mais de 32k completo, ou seja, quase o mesmo que este Ka, e achei estranho, no site da GM não vi opção de Celta pé de boi, a única versão era esta completa.

    • Rogério Ferreira

      O negócio é bastante confuso… Se considerarmos apenas o porte e não o preço… Veja como ficaria a concorrência dos sedãs. Classic e Siena EL concorreria com Voyage, já que a VW não tem nenhum sedã “crescido”… (Olha só a diferença de preço entre o mais barato e o caro, quase 20 mil!) Em outra categoria, a de “sedãs crescidos”: Logan, Grand Siena, Versa, Cobalt e agora o Ka+. Agora questão é como classificar nesse critério, Prisma, o New Fiesta Sedan, Honda City, Sonic Sedan e HB20S? Não se enquadra nem em uma categoria, nem eu outra! Se for fazer essa mesma comparação com os hatches, aí a coisa fica mais embolada ainda. Melhor então classificar categorias, por faixa de preço, e não por porte.

      • João Guilherme Tuhu

        Ka sedan ‘crescido’? Com apenas 2,49 de entre-eixos? Este K+ não disputará jamais com Cobalt, Logan, Versa e cia. É bem menor.

        • Rafael

          Bem menor, não. Um pouco menor. O banco traseiro foi recuado.

  • ccn1410

    “O volante tem ajuste de altura em todas as versões, mas o do banco do motorista, só na topo”.
    Eu uso esse ajuste frequentemente. Mais alto na cidade e bem baixo na estrada.
    Carros muito bem desenhados e agradáveis de olhar.

  • Nilton Luis Rodrigues

    Gostei do carro, mas que preços são esses??? 47.5k o sedanzinho??? Ainda acho que a Ford precisava de um modelo popular de fato e de preço para se segurar entre as 4 grandes, e no preço o Ka não atende, vamos ver se não surge uma versão mais básica e de menor preço…

  • Márcio Santos

    Boa noite Autoentusiastas.

    Poxa eu sinceramente achei uma pena o painel de instrumentos insistir em não contar com marcador de temperatura do líquido de arrefecimento do motor.
    A luz espia (lâmpada de ferrou está sozinha lá ou tem algum indicador digital?
    Abração
    Márcio Santos.

    • Bob Sharp

      Boa noite, Marcio.
      Não sei dizer. Nessas apresentações não se consegue ver detalhes como esse, só utilizando o carro durante alguns dias. Mas pelo apresentado pelos executivos deve ser uma luz espia apenas.

    • Nilton Luis Rodrigues

      Concordo plenamente…, mas virou moda, lamentavelmente vejo que a tendência é dele sumir em todos os futuros lançamentos. Péssimo!

    • João Guilherme Tuhu

      Não adianta, povo. Marcador de temperatura acabou. Hoje é obsoleto.

      • Bosley de La Noya

        Marcador de temperatura é obsoleto até o incauto ficar com o carro parado por super aquecimento numa estrada deserta, geralmente prá lá de Cucuia da Serra…

    • Franklin Weise

      Era importante quando os carros ferviam – algo que nunca mais vi ocorrer em carros recentes.

  • Davi Reis

    Bob, ando notando uma divergência quanto à uma informação dos sites que avaliaram o carro. Uns dizem que a 120km/h o motor fica a 3700rpm, outros dizem 4000 e agora você afirmou que fica a 3900. Você saberia dizer se essa diferença se dá por diferentes conjuntos de roda/pneu ou será que outros sites andaram errando? Confio mais na informação passada por você e pelo Best Cars (que disse 4000rpm), me parecem as mais possíveis (já que a Ford anunciou há algum tempo atrás que a 100km/h o motor giraria a 3500rpm) e o histórico de precisão de ambos joga a favor. Ainda assim, fica a dúvida.

  • Lucas

    Em tempos de centrais multimidia e infoteinment pra todo lado, bem que essas centrais podiam vir com algum software de scanner do veículo. Aí eu teria interesse em ter esses equipamentos. Compensaria a ausência ou a mania de ficarem estacionados os indicadores de temperatura do motor, bem como permitiria ao entusiasta ter acesso a uma série de outras informações do motor e do funcionamento do carro que os tempos modernos andam suprimindo da gente.
    E eu tbm sinto falta dos repetidores laterais dos piscas e do posicionamento dos piscas nas extremidades do carro, principalmente na frente. O espelho elétrico e a faixa degradê também fazem falta.

  • Bob Sharp

    Davi
    Sempre calculo a v/1000, um conta bem simples, e utilizo um calculador de raio dinâmico do conjunto roda-pneu baseado na medida que é totalmente confiável. Assim, você não precisa ter dúvidas quanto aos números que apresento no Ae.

    • Davi Reis

      Grato pela resposta Bob! A dúvida morava mesmo era nas outras publicações que afirmavam os 3700 a 120km/h, por isso preferi esclarecer a dúvida aqui mesmo, já que você e toda a equipe do Ae prezam bastante pela precisão das informações. Por um momento achei que essa diferença poderia se dar por tamanhos diferentes das rodas mas depois lembrei que se fosse o caso, a variação não seria grande como essa.

  • João Guilherme Tuhu

    Vai matar o apertado Fiesta. Tem mais espaço interno e relação custo-benefício inegavelmente superior. resta saber se não terá os defeitos de montagem dos Fords de Camaçari. Aguardando o ‘no uso’.

    • Marcio Santos

      O Fiesta é certamente mais carro, excetuando o Ka que nunca dirigi, o New Fiesta é o melhor compacto que já dirigi falando especificamente de prazer na condução, então depende do objetivo do comprador.

      • João Guilherme Tuhu

        Já eu gostei muito mais dos velhos Gols bolinha, especialmente os GTS/GTI… E o old Ka 1.6 Rocam era o capeta…

  • Bob Sharp

    Antonio do Sul
    Exatamente isso, no New Fiesta, 1,6 = admissão e escapamento, 1,5 = só admissão. No novo Ka 1,5, sem variador. As potências e torques dos dois 1,5-l são muito parecidos e isso me levou ao erro, combinado com a informação normalmente precária da Ford.

    • Antônio do Sul

      Muito obrigado, Bob. Parabéns pelas fichas técnicas muito bem detalhadas do Autoentusiastas. Nas publicações impressas, elas estão ficando cada vez mais resumidas.

  • Bob Sharp

    Daniel,
    Interessante, esse conceito de vida x reforma do motor.

  • Bob Sharp

    Daniel
    Eu diria empate. Mais potência e torque no Ford, mas que é mais pesado.

  • João Carlos

    Com o pneu 195 daria quase 100 rpm a menos.

    O calculador de raio dinâmico do Bob deve ser igual o meu, bate certinho.

    • Davi Reis

      Sim, a diferença de 100 rpm é possível, o que me espanta mesmo são alguns sites apontando números diferentes em até 300 rpm. Acho que aí é erro de percepção mesmo.

  • Mark Smith

    A melhor novidade foi o fim das revisões na lenta e chata rede autorizada a cada 6 meses.
    Parece que o acabamento resgatou um pouco da Ford do fim dos anos 90, o design/projeto também estão legais.
    O motor deixou um pouco a desejar… ver os VW que antigamente eram os últimos das filas nas arrancadas andando na frente agora é desanimador para quem sempre andava na frente de Rocam.
    Vai fazer sucesso!
    Abs

  • Rogério Ferreira

    Como estava aguardando essa avaliação do Novo Ka, pelo AE, de longe, a melhor que li até o momento, sanou todas as dúvidas que eu tinha sobre o carro, que aliás, me parece excelente. uma boa opção para minha garagem. Gostei mais ainda de saber que o câmbio da versão 1,0 traz de volta o conceito 4+E, e temos finalmente um milzinho, bom de cidade, que pode trafegar tranquilo em estradas. sem ficar “esgoelando” o tempo todo, pedindo marcha que não tem. Mas sem dúvida, a versão 1.5 dever dar show. Meu próximo carro será um sedan compacto, e minha dúvida fica ente o Ka+, HB20S, Prisma, e GrandSiena 1.6. O Voyage vai ser outra boa opção, quando ganhar o EA 211. Aí a briga vai ser boa.

  • Christian Bernert

    Estepe temporário armazenado no interior do porta-malas, decisão mais do que acertada.
    A favor do estepe temporário temos:
    – Ocupa menos espaço, dando mais capacidade ao porta-malas;
    – Não desperta a cobiça de ladrões urbanos;
    – Diminui os custos do veículo;
    – O uso do estepe temporário é extremamente raro, algo em torno de 1 ou 2 eventos a cada 100.000 km ou 5 anos.
    Contra o estepe temporário temos:
    – Performance do carro fica comprometida durante o seu uso;
    – Causa má impressão quando montado.

    Como podemos ver, o saldo é altamente positivo para o uso do estepe temporário. Para mim, o simples fato desta iniciativa mitigar o roubo e comércio ilegal de rodas e pneus já é justificativa suficiente para justificar plenamente o uso de estepes temporários.

  • CorsarioViajante

    Gostei muito deste Ka. Quando tiver a versão S, mais barata, vai ficar difícil para a concorrência, mas acho difícil a Ford fazer isso por hora.
    Me parece que quem tiver em torno de 35.000 nesta categoria vai de Ka. Quem não tiver, vai ter que se contentar com o up!, que perdeu quase todo o atrativo frente ao compacto da Ford.

    • Christian Sant Ana Santos

      Não troco um Uno 1.4 (principalmente o que vem aí) por up! nem Ka, apesar que dimensionalmente o Ka é concorrente do Palio.

      • CorsarioViajante

        Daí entra tbm a questão de gosto de cada um. Eu não teria um uno nunca. Fiquei com um por três meses quando bati meu carro e xingava o carro a cada quilometro.

  • Fabio

    Bom carro ,mas vou sentir saudade do Fiesta Rocam ,acho que tambem só compraria um com motor 1.5.

  • Antonio

    Davi, a diferença poderia ser que muitos informam a velocidade de painel; já aqui no AE, salvo engano, informam a velocidade real, por isso a diferença.

  • Wagner Bonfim

    Me parece bom, no mesmo nível do up! mais completo. Quanto ao design, as rodas me parecem um pouco pequenas para o conjunto, assim como em vários veículos atualmente.
    E ao ligar para o SAMU, será que essa central é tão inteligente a ponto de “insistir” no atendimento?! Isso se houver disponibilidade de macas …

  • Rodolfo Flesch

    Bob, tem alguma explicação quanto a potência do 1.5 no álcool ser a 1000 rpm menor que na gasolina? Será que faltou vazão nesses bicos? Será que o departamento de “MKT” decidiu que se tivesse mais potência iria canibalizar a linha Fiesta? De qualquer maneira, uma decisão errada, ao meu ver.

  • Caio Ferrari

    Bob, ter restringido o computador de bordo à versão SEL é de uma pobreza injustificável.

    • Bob Sharp

      Concordo, Caio.
      Em qualquer eventual nova compra de carro minha ele tem que ter estepe operacional, controlador de velocidade e computador de bordo.

  • Bob Sharp

    Rodolfo Flesch
    Apenas decisão de engenharia, otimizar ao máximo o motor com os dois combustíveis conciliando desempenho com baixo consumo. Por meio de muitos ensaios em dinamômetro chegaram a essa conclusão. Há o caso também de motores com mesma potência com gasolina e álcool, como o New March 1-L e o BMW 320i Active Flex, decisão de marketing de que o cliente não deve sentir diferença com gasolina ou álcool no tanque..

  • KzR

    Um carro bem competente. Escorrega em detalhes (ajuste elétrico dos retrovisores, faixa degradê e estepe temporário), acerta muito em outros (motor e aproveitamento de espaço interno).

    Não sei se é opcional na SE, mas o computador de bordo é um item muito bem vindo. Sua utilidade é enorme.

  • Thg Tex

    Bob, essa caixa ib5 não é a ib5+? É a mesma do Focus?!
    Acho que o nome Ka deveria ter sido deixado apenas na ultima versão. Um novo nome para esse. O Ka é um carrinho bacana, mas como estrategia de marketing fica associado sempre a um “carrinho”, que o consumidor não gosta.

  • Lucas Romeiro

    Só aqui no AE comenta-se coisas como o curso do pistão e outros detalhes técnicos aprofundados. O resto da imprensa especializada está deixando muito a desejar.

    • Ennio

      Aqui no AE são autoentusiastas falando para autoentusiastas. Essa é a diferença.

  • André Castan

    Me estranha muito essa informação de vida útil do motor em 240 mil km. Motores de concepção mais antiga rodam 500 mil km sem problema e se muito bem cuidados podem chegar até 1 milhão de km. Se realmente for isso (240K km), esse motor é muito frágil para meu gosto.

    • Bosley de La Noya

      Se esse motor for muito frágil para seu gosto, compre um carro que o motor dure pelo menos esse milhão de quilômetros que você está dizendo. Só não sei qual é…

      • André Castan

        Se informe melhor e veja que tem até reportagem e vídeo na internet falando sobre carros com mais de 1 milhão de km. Eu tenho essa informação e dois dos meus carros tem exatamente esse motor.

  • Renato Mendes Afonso

    Entendo, e a teoria é correta, mas tem que ver até onde essa condutividade térmica do interior realmente atrapalhe o conforto para quem está dentro do habitáculo. Pelo menos aqui no sul, só chegando o verão para por isso a prova, e pelo menos até agora, (eu) não sei de reclamações desse tipo.

    É esperar para ver mas acho difícil dar uma diferença de temperatura significativa. Posso estar errado.

  • LG

    Há ainda a não possibilidade do estepe temporário ser utilizado em rodízio dos pneus

  • guesy

    “Melhor um Ka Plus SE ou um Ka SE Plus?”
    Enfim, como a Ford trata, oficialmente, o Ka+? Ka Plus ou Ka Mais?

    • Thg Tex

      como é + acho que voce pode chamar como quiser.

  • Pimentel

    Revisão anual? Que conversa!!! Qualquer um que não deixe o carro na garagem vai fazer 2 revisões por ano nesse Ford. A primeira é aos 6 meses, a segunda com 10.000km, ou seja, poucos meses depois de fazer a de 6 meses o usuário terá de fazer a 2° revisão, referente aos 10.000km. Depois de alguns meses fará a 3° por atingir 20mil.

    Numa situação hipotética, para quem rodar 15.000km por ano, após comprar o veículo em janeiro de 2015:

    Compra: Janeiro 2015
    1° revisão: Junho 2015(6 meses) aos 7.500km.
    2° revisão: Final de agosto do mesmo ano, ao atingir 10.000km. Termina o ano com 15.000km.
    3° revisão: Abril 2016 aos 20.000km.
    4° revisão: Dezembro de 2016 aos 30.000km
    Em junho de 2017 vai até a CSS trocar filtro.
    5° revisão: Agosto de 2017 aos 40.000km

    Ao final de 3 anos, 5 revisões, sendo 4 nos dois primeiros anos.

    Sabem de nada, inocentes!!
    Mesmo que o cidadão rode um pouco menos que 15.000km/ano, ainda fará 5 revisões em 3 anos.

    Situação hipotética de alguém que roda 13.500km/ano e compre o carro em janeiro de 2015.

    Compra: Janeiro 2015
    1° revisão: Junho 2015(6 meses) aos 6750km.
    2° revisão: Outubro do mesmo ano, ao atingir 10.000km. Termina o ano com 13.500km.
    3° revisão: Junho de 2016 aos 20.000km.
    Termina 2016 com 27.000km
    4° revisão: Março de 2017 aos 30.000km
    5° revisão: Dezembro de 2017 aos 40.000km.
    Termina o ano com 40.500km.

  • Bruno

    Bob, pretendo comprar a versão mais simples com motor 1.5. Sou apaixonado por curvas, você acredita que os pneus 175/65R14 trarão grandes perdas em estabilidade para o ka em relação aos pneus 195/55R15?
    Grande abraço!

    • Bruno, aqui é o Arnaldo Keller e vi sua pergunta. Como testei o 1.5, posso dizer que sossegue. Mesmo com esses pneus ele estará muito bom de curva.

  • lbreis

    Porta-malas abarrotado numa viagem de férias… Poxa ainda bem que o estepe é fino! Coube tudo justinho.
    Pneu furado nesta mesma situação… Bagagem ao chão, pneu mais alto guardado no compartimento do estepe menor: Poxa, não vai caber tudo com esse ressalto no assoalho do porta-malas :(.