customline preto e branco  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS customline preto e branco

Ford Customline 1953

Existem momentos inesquecíveis em nossas vidas, aqueles que ficam indeléveis em nosso cérebro, como um carimbo.

O meu gosto por automóveis e pela engenharia começou nos idos de 1953 quando meu tio Renato, irmão do meu pai, Irineu Meccia, comprou um Ford Customline motor V-8 novinho em folha. Eu, com meus 8 anos de idade, quando vi aquele carrão azul clarinho de linhas arredondadas, com todos aqueles detalhes cromados, o enfeite no capô lembrando um foguete e aquele emblema colorido, fiquei gamado. Foi amor à primeira vista. Nós morávamos no bairro Cidade Vargas em São Paulo  éramos praticamente vizinhos dos meus tios, o que me permitia ver o Ford praticamente todos os dias.

Abaixo, várias fotos dele (clique para aumentar):

 

A minha primeira viagem de automóvel foi dentro deste maravilhoso Ford Customline  até a cidade praiana de Itanhaém no litoral sul de São Paulo.   Que emoção entrar naquele carrão, com aquele banco traseiro que parecia uma cama de tão confortável e pegar a Via Anchieta, descendo a Serra do Mar contemplando aquela paisagem da mata atlântica. Ver o mar ao longe quase chegando ao pé da serra me deixava sorrir de orelha a orelha.

O ruído do “veoitão”  acelerando era um presente para os meus ouvidos!

Chegando em Santos seguíamos no rumo de Itanhaém. Na época a viagem era feita praticamente sobre a areia da Praia Grande, pois a rodovia Pedro Taques era apenas um projeto. Havia desvios asfaltados mais eram poucos somente perto de Mongaguá a meio caminho de viagem.

De São Paulo a Itanhaém gastávamos praticamente três horas e meia de viagem prazerosa, na qual ouvíamos música naquele rádio AM e ondas curtas que precisava esquentar para começar a funcionar, por ser valvulado. Sem falar do ar-condicionado, que dava um requinte ainda maior ao ambiente. 

E foi assim que…

Comecei a colecionar recortes de jornais, fotos de revistas, enfim, tudo que eu pudesse vasculhar a respeito de automóveis. Quero ser engenheiro para projetar carros, dizia eu para mim mesmo.

Nosso vizinho de muro, o Sr. João, tinha um Austin A90 com carroceria de alumínio e carburadores SU. Ele era um excelente mecânico e foi quem me ajudou muito no aprendizado do funcionamento dos automóveis e das técnicas de oficina. Sempre que possível eu passava os fins de semana com o Sr. João ajudando-o a montar e a desmontar o Austin.

Meu pai, percebendo o meu gosto pela engenharia, começou a me presentear com ferramentas. Construiu até uma bancada de madeira com uma morsa para que eu pudesse exercitar trabalhos manuais.

Comecei a freqüentar ferros-velhos à procura de qualquer coisa que eu pudesse desmontar para entender o seu funcionamento, revelando a minha habilidade manual e também aguçando a  minha criatividade.

Fazia carrinhos de rolimã  e descia as ladeiras do bairro que nem um maluco. O freio era uma alavanca de madeira com um pedaço de pneu fixado que atritava com o chão para parar o carrinho.

 

carrinho-de-rolimapreto e branco  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS carrinho de rolimapreto e branco

Adorava fazer pipas, “quadrados” como eram chamados na época.  Fazia de todos os tipos e tamanhos e eram tão bonitos que chamavam a atenção.  Tanto assim que cheguei ganhar uns bons trocados fazendo e vendendo “quadrados” nas feiras do bairro.

 

pipa preto e branco  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS pipa preto e branco

E comecei a me interessar também por aeromodelismo, primeiro com modelos planadores mais simples e depois com modelos movidos a motor de combustão interna 2-tempos, movidos com uma mistura de metanol com óleo de rícino como  lubrificante.

Fiquei sócio da União Paulista de Aeromodelismo e comecei a freqüentar a pista que ficava dentro do Parque Ibirapuera, na altura da avenida Quarto Centenário. Fazia e pilotava aviões de acrobacia com controle a cabos (U-control) que através de uma manete me permitia fazer vários tipos de manobras. Cheguei a participar de campeonatos regionais, porém nunca consegui uma boa classificação. Tinha um pessoal muito melhor que eu na jogada.

 

aeromodelos  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS aeromodelos

Nossa casa no bairro Cidade Vargas tinha uma garagem onde consegui instalar uma oficina bem aparelhada para fazer as minhas pipas, os meus aeromodelos e também consertar qualquer coisa que aparecesse, principalmente as bicicletas, minha e dos meus amigos.

Tinha um  eletrotécnico amigo do meu pai que fazia reparações de rádios e fonógrafos e morava em frente de minha casa.  Eu, de tanto freqüentar a sua oficina, comecei a me interessar também por eletrônica e fiz um curso por correspondência no Instituto Monitor.  Até hoje continuo gostando de restaurar rádios antigos valvulados, tanto é que mantenho uma coleção de aproximadamente 60 peças de madeira e baquelite dos anos 1920 aos 1960, todos funcionando perfeitamente.

 

casa cidade vargas  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS casa cidade vargas1

Minha casa na Cidade Vargas

Estudei o ginásio e o científico no Liceu Pasteur, colégio franco-brasileiro situado no bairro de Vila Mariana.  Sem fazer cursinho, prestei o vestibular unificado MAPOFEI (Mackenzie, Mauá, Poli e FEI)  e não consegui entrar na Politécnica, que era o meu sonho, inclusive por ser gratuita, porém consegui vaga na FEI.

Falei aos meus pais que iria fazer um ano de cursinho para tentar entrar na Poli e eles acabaram me convencendo a entrar na  FEI para ganhar o ano de cursinho.  E foi assim que, com muita relutância, iniciei o curso de engenharia mecânica na Faculdade de Engenharia Industrial  em São Bernardo do Campo em 1964, com meus 18 anos de idade.

Ia todos os dias de ônibus para a FEI, o amarelinho como era chamado, e chegava a São Bernardo do Campo após quase duas horas de viagem. Uma canseira total.

Acabei comprando o meu primeiro carro com a ajuda do meu pai, um Romi-Isetta 1959 bicolor, coral e creme, isto nos idos de 1965.  Com que orgulho comecei chegar à FEI motorizado!

O Romi-Isetta foi o caminho para que eu montasse uma oficina de final de semana na garagem de casa.

 

manual romi  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS manual romi

manual romi 1  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS manual romi 1

Manual do proprietário original do meu Romi-Isetta

Na garagem de casa fizemos um fosso com escada e uma tampa removível de madeira para poder verificar os carros por baixo. E comecei a reparar o meu Romi-Isetta e também carros dos meus amigos e vizinhos.  A fama de bom mecânico se espalhou e a oficina começou a me garantir um dinheirinho extra pra gastar com as meninas! E como eram charmosas as meninas dos anos 1960! (sem desmerecer as de hoje).

Nas minhas visitas aos ferros- velhos comecei a encontrar objetos antigos que serviam para decoração e comecei a coletá-los e revendê-los no Shopping Center Iguatemi, um luxo da época onde os ricos de Sampa faziam compras. Os lojistas compravam as antigüidades para decorar as vitrines e isto me rendia mais um dinheirinho.

 

shopping iguatemi  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS shopping iguatemi

Shopping Iguatemi, em São Paulo, inaugurado em novembro de 1966

E foi em 1966,  em uma festa na casa do meu amigo Roberto no Parque Jabaquara que conheci a Bete, hoje minha esposa.  Foi amor à primeira vista.  Começamos a namorar e foi a melhor época de minha vida.  Andávamos de Romi-Isetta para todo lado. Subíamos e descíamos a rua Augusta e ficávamos com a turma em frente ao Café Yara ou em frente à Galeria Ouro Fino.  Carros envenenados de todos os tipos incluindo os Karmann-Ghia com motor do Chevrolet Corvair 6-cilindros boxer arrefecido a ar eram vistos tirando racha com os Fuscas com motor Porsche. Bons tempos…

 

eu a bete e a romi  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS eu a bete e a romi

O Romi-Isetta, a Bete e eu no quintal da casa na Cidade Vargas. Detalhe do banco e piso em mosaico cerâmico que era moda nos anos 1960

 

Rua Augusta  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS Rua Augusta

Rua Augusta

E acabei comprando um Renault Gordini 1963 cor preto Bali com estofamento verde e rodas cromadas.  Tinha motor aumentado de 845 para 904 cm³ e era equipado com cárter e tampa do comando de válvulas de alumínio, com aletas de refrigeração,  do preparador Silvano Pozzi, famoso pelos venenos nos carros de corrida. Tinha também escapamento com saída dupla em tubo cromado.  O Gordini andava pra burro e virou meu xodó.

 

gordini e familia  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS gordini e familia

Bete, minha mãe Anna Maria e o Gordini com o adesivo da FEI no vidro traseiro. O lugar era o cruzamento das avenidas Indianópolis e Ibirapuera. Fiz propaganda da VW sem querer…

 

emblema fei  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS emblema fei

Adesivo da FEI, original. que preservei como lembrança

 

manual gordini  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS manual gordini

Manual original do meu Renault Gordini 1963 (primeira edição)

E continuei namorando a Bete e estudando muito pensando em me casar.

Em 1968 consegui um estágio remunerado na Scania-Vabis, fábrica dos caminhões narigudos cor de laranja. Trabalhei lá durante quatro meses passando pelos vários departamentos da fábrica, o tratamento térmico, o controle de qualidade, a metrologia e a montagem final.  Participava também, como carona, nas avaliações externas dos caminhões Scania na serra velha, o Caminho do Mar.

 

cartão ponto scania  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS cart  o ponto scania

Meu cartão de ponto na Scania-Vabis do Brasil

Pouco tempo antes de me formar comecei a trabalhar na Chrysler do Brasil, em Santo André, onde ficava a fábrica de motores  e a montagem dos caminhões Dodge.  Me lembro dos testes dos motores V-8 318-pol³ roncando alto no banco de provas, onde  era efetuado também o balanceamento dinâmico.

 

chrysler  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS chrysler

Mr. Patrick, o gerente-geral da fábrica, me cumprimentando em um evento de segurança do trabalho de que participei

 

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Eu (à esq. na foto superior e de pé na inferior) e o pessoal da Chrysler. Note na foto superior a prancheta de desenho com o “tecnígrafo” e as escrivaninhas de aço da Fiel, comuns na época

Já formado, me casei em 4 de junho de 1970. Ainda trabalhando na Chrysler, os meus amigos me proporcionaram a minha despedida de solteiro no Bar do Baltazar, uma espelunca que ficava em frente à fábrica.

 

despedida solteiro  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS despedida solteiro

Convite de minha despedida de solteiro

E foi em 1971 que nasceu a nossa filha Adriana. Também foi em 1971 que iniciei  a minha carreira na Ford-Willys trabalhando na engenharia do Centro de Pesquisas em São Bernardo do Campo.

Fiquei radiante, finalmente trabalhando como engenheiro na área de chassi! As instalações do CPQ eram um sonho para aquele jovem engenheiro que com pouca idade já havia passado por momentos únicos e inesquecíveis. O engenheiro era muito valorizado na época pela grande oferta de empregos e poucos profissionais disponíveis. 

E troquei o Gordini por um Fusca 1968 azul, que logo vendi, pois não tinha cabimento trabalhar na Ford e ter um Volkswagen.

 

fusca e familia  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS fusca e familia

Eu, meu pai segurando a Adriana e a minha mãe encostada no pára-lama do Fusca

E comprei o meu primeiro carro zero-quilômetro, um Ford Corcel Luxo 1973 cor de laranja (a cor se chamava laranja Mandarim). Como era chique o Corcel! Acabamento primoroso e aquela grade dianteira com detalhes verticais e com emblema do cavalinho em metal cromado. Aquela grade foi  para mim a mais bonita da série.

 

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Corcel 1973

 

manual corcel  MINHA VIDA CHEIA DE BRINQUEDOS manual corcel

Manual do proprietário do meu Corcel 1973 primeira edição

 

Até o próximo post!

CM

Imagens:  acervo particular do autor, www.hemmings.com

 

Sobre o Autor

AUTOentusiastas

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  • Davi Reis

    Que grande história Carlos! Parabéns pela trajetória de sucesso, com certeza é algo pra se contar com imenso orgulho.

  • Reflect

    Muito legal. Lembrei da minha época também.
    HS

  • rsrsrsrsrsrrs
    Rindo muito com o seu enforcamento!
    Parabéns, CM pela trajetória, e pela lembrança dos incentivos que recebeu durante a infância e adolescência.

  • Burke M. Hyde

    Puxa vida Engº. Meccia, confesso que fiquei chateado quando terminou a sua narrativa. Ficou um gostinho de quero mais no ar!
    A propósito, a fábrica de caminhões e motores da Chrysler não ficava em Santo André, nas antigas instalações da International Harvester? Em São Bernardo era feita a montagem dos veículos de passeio que eu me lembre.
    Você manteve algum desses seus antigos carros consigo até hoje? Esse Corcel laranja Mandarim é um dos meus sonhos de consumo até hoje!
    Um abraço!

  • Fábio Fernandes

    Obrigado Carlos Meccia por compartilhar suas experiências conosco. Como leitor assíduo do Ae e, particularmente, fã de Ford é sempre ótimo apreciar seus textos!

  • Eurico Junior

    É por essas e por outras que sou fã do Meccia e de toda a turma do Ae…

  • Roberto Eduardo Santonini Ceco

    Acabou?
    Ahhhhhhhh…

  • Mr. Car

    Meccia, pelo amor de Deus…publique um post por dia, rapaz! Que delícia, que deleite! Substituo o Ford Customline azul do seu tio pelo Simca Chambord branco e vermelho do meu avô materno, e tenho então meu primeiro amor de lata, o carro que fez nascer minha paixão por essas máquinas sobre quatro rodas, lá pelos meus 5 anos de idade (1968), absolutamente fascinado que eu era por aquele automóvel. Muitas viagens, muitos passeios, fora as incontáveis horas que passava ao seu volante, brincando de dirigir. As lembranças dele estão nítidas na minha memória, como se fosse ontem. Outro que não dá para esquecer é meu primeiro carro (usado), um Alfa-Romeo 2300 1977. Me lembro de quando o peguei na loja e saí com ele, dizendo em pensamento para mim mesmo: “é meu, é todo meu, cada pecinha dele é minha”, he, he! Outra grande emoção foi o primeiro 0km, o processo de escolha, as visitas às concessionárias para conhecer os possíveis candidatos à minha garagem, a decisão de compra, e fechado o negócio, a espera ansiosa pelo dia da entrega, o bichinho tinindo de novo, os plásticos nos bancos, o cheirinho (na verdade, o termo mais apropriado é perfume, he, he!) de carro 0km…E lá fui eu, saindo da concessionária Delsul Botafogo desfilando meu Palio Fire ELX 1.0 16 v 2001 como se fosse o melhor carro do mundo. São momentos de satisfação que só outro autoentusiasta é capaz de entender.
    Abraço.

    • Mr.Car, parabéns pela sua historia e obrigado pelos elogios !

  • Newton (ArkAngel)

    Belas recordações, achei legal compartilhar com os leitores fotos de família, coisas que são de certa maneira íntimas. Gostei do convite da despedida de solteiro, desenharam a estrutura da forca com todas os suportes. Coisa de engenheiro mesmo, rs…
    E que escrita bonita, por que será que hoje em dia as pessoas não têm mais a caligrafia tão elegante? Lembro-me de minha avó, que apesar de não ter tido nenhuma formação escolar mais avançada, possuía uma caligrafia belíssima e sem erros de português.
    Parabéns!

  • Jr

    Outros tempos, belos valores…
    Parabéns Meccia pela história de vida, e obrigado por compartilhar conosco. Abs;

  • Newton (ArkAngel)

    Ah, e por falar em Shopping Iguatemi, lembra-se do relógio de água que lá havia?

    • Newton, me lembro sim. Será que alguém tem uma foto do dito cujo?

  • GFonseca

    CM, babei nesse Customline!

    Olhando a foto do shopping Iguatemi, os carros de várias cores até alegram a foto, que falta faz isso hoje… Em uma foto de hoje sairia tudo preto, prata e cinza.

    Abs

    • GFonceca,
      Boa observação, os carros eram mais coloridos realmente e com muito mais personalidade. Hoje fica difícil de distinguir até a marca.

  • Aham

    Bela história de vida!
    Prossiga, você realmente tem o que contar.
    Abrs/

  • Acyr Junior

    Bonita história, Carlos.
    Sempre um grande prazer ler seus posts.

  • $2354837

    “Eu devia estar contente porque consegui comprar um corcel 1973”. Ótima história. Parabéns Carlos Meccia por não esperar sua vida passar no sofá com a boca escancarada cheia de dentes. Nos contemple com mais histórias deliciosas.
    Toda felicidade do mundo a você e sua família.

    Abraços.

  • Daniel S. de Araujo

    Dizem que o que diferencia o homem dos meninos é o tamanho de seus brinquedos!

    Carlos, qual era sua modalidade aeromodelistica? Meu avô e meu tio frequentavam o UPA pois eram praticantes de Aeromodelismo também. Vôo Livre.

  • Rubergil Jr

    Linda história, de marejar os olhos mesmo.

    E esse Corcel era lindo mesmo. E que carrão pra época hein? Seria como um Focus sedã hoje (embora pela mecânica Renault, tá mais pra Fluence…).

  • Sergio

    Meccia, deliciosa a leitura. Mas corrija um erro, por favor: “Havia desvios asfaltados, mas eram poucos somente perto de Mongaguá a meio caminho de viagem.” Trocar MAS por MAIS tem sido muito recorrente e isto torna pobre nosso idioma. Grato.

  • guest

    Como diz o Bob, esse tipo de matéria “rende”…
    Eu sempre achei que os caminhões Dodge eram montados em Santo André, próximo à Pirelli, e não em SBC…

    • Guest, a fabrica ficava em em Santo André, na avenida Pedro Américo

  • Juvenal Jorge

    Meccia,
    que bacana saber sua estória, muito bom você compartilhar aqui.
    Hoje há engenheiros de monte, a maioria não sabe nem abrir capô, e muitos deles administram fábricas de carros, que eles chamam de “montadoras”.
    E os salários, cada vez mais achatados, seja com tetos de reajuste, seja com INPC de mentira, seja com meritocracia falsa.
    Uma tristeza.

  • adriano

    Na cor laranja o Corcel fica ainda mas simpático!!

  • Fórmula Finesse

    Que bacana poder visitar lugares geograficamente distantes ou separados por hiatos de anos que não nos pertenceram….Ver um pouco da vida, costumes, épocas e circunstâncias pelos olhos e memórias de outra pessoa é um privilégio.
    Se a pessoa, “narradora” , é apaixonada por carros como nós, então a experiência fica ainda mais rica.
    Só temos a agradecer Carlos! Na espera do próximo post.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Vendo as fotos, vi que você gosta de guardar objetos, mas a do cartão de ponto foi incrível. Bela história. E o Romi-Isetta !!!!!

  • Eurico Junior

    Meccia, meu saudoso tio Alberto das Neves trabalhou nessa mesma época na Ford-Willys, ele era líder dos motoristas de testes na divisão de caminhões. Também trabalhou no desenvolvimento do Galaxie nacional. Será que você o conheceu?

  • Roberto Neves

    Mais uma delícia de texto encontrável aqui nos Ae! Parabéns ao Carlos Meccia pelo texto e pela bonita história de vida! Abraços!

  • Rogério Ferreira

    Brilhantes recordações… Mas pelas histórias, percebemos que o senhor era de uma família de boas condições financeiras…estudou em bons colégios, fez excelente faculdade, teve contato com o automóvel desde a infância, Automóvel, que para maioria dos brasileiros da época, era algo inacessível. Aqui no interior de Goiás, na minha época de menino, no início da década de 80, só os fazendeiros, políticos e comerciantes tinham condições de possuir um automóvel (e usado), tanto que os meu fascínio por coisas motorizadas, se deu primeiro pelos ônibus, geralmente chassis mercedes 1113, com carrocerias Marcopolo ll, Ciferal ou Diplomata Nielson e, é claro, pelas as composições ferroviárias, já morávamos ao lado da ferrovia. Esses eram os meios de transporte que me levavam eventualmente daquele “fim de mundo” para outras civilizações! Razão pela sempre tentava desenhá-los. Me lembro de andar pela primeira vez de automóvel, num Jipe Willis, da mineração, onde meu tio trabalhava, depois lembro de um Chevette e de um Corcel GT, ambos de um colega de serviço do meu pai, nesse último, fiz a minha primeira viagem de carro da minha vida, (pelo menos que eu me recorde). Fomos para Goiânia, numa estrada de chão batido, pois o asfalto só chegaria, dois anos depois. O Corcelzinho já estava bem surrado pois devia ter já uns dez anos de uso severo, nas trilhas boiadeiras que ligava Pires do Rio à qualquer outro lugar. Depois de muita luta, e economia, numa época em que era impossível financiar, meu pai comprou nosso primeiro automóvel apenas em 1984, era um Passat TS 1977, aquele esportivão, com quatro faróis redondos, motor envenenado… Tudo bem, afogava direto e empurramos ele, mais do que ele nos transportava, culpa de um carburador alemão, caríssimo, não tínhamos condições de mandar trocar. Mas era um incrível, o nosso primeiro carro!

  • joão

    Belíssimo texto. Parabéns.

  • Bob Sharp

    Burke
    Está certo. Esse erro foi meu, como editor, não do Meccia. Achei que ele havia se enganado e mudei para São Bernardo. Será corrigido logo.

  • Bob Sharp

    Guest
    Está certo, foi intervenção minha, o Meccia havia escrito certo, Santo André, achei que ele havia se enganado. Será corrigido logo.

  • FVG

    Bela história. E para você ver como opiniões variam, eu já prefiro a grade que saiu no modelo 75 do Corcel.

  • Leonardo Mendes

    Primeira vez na vida que vejo um Gordini preto… ficou chique o carrinho.

  • Mazini

    Parabéns CM, maravilhoso texto. Nos transporta para os uma época de ouro não só do automobilismo, mas também das artes.
    Bela história de amor.!!
    Abraços

  • BlueGopher

    Sei não, mas aquela época, sem celular nem computador, mas com tecnígrafos, compassos (Kern, claro), réguas de cálculo (ainda tenho diversas!), maquininhas de calcular Facit ou Olivetti, era muito interessante, talvez por ser menos competitiva e por isso mesmo mais humana.
    Valeu a recordação!

    • BlueGopher,
      Eu também tenho uma porção de relíquias desta época muito mais diferenciada pelo valor real do profissional! Era muito mais competitiva pois o engenheiro tinha que se virar sem computadores e os softwers poderosos de hoje que fazem quase tudo. Era a engenharia pura, acadêmica e pratica também.

  • Felipe Parnes

    Leitura muito prazerosa…
    Parabéns pelo post

  • Rogério Ferreira,
    Gostei da sua história !
    Abraço

  • Marcelo R.

    Carlos,

    Sensacional o post! Lembrei de muita coisa da minha infância, na década de 1970.

    Parabéns!

  • Piantino

    Que show de artigo!! Também sempre fui um amante dos carros, estudei Engenharia Mecânica na PUC Minas, influenciado justamente por essa paixão por carros… mas acabei não me formando e hoje estou fora da área, uma pena….

  • Silvio

    CM,

    Mais uma vez ótimo texto. Histórias mto boas, e como vi nos comentários mtos de nós nos vemos em algumas semelhanças com suas memórias. Parabéns pelo texto.

  • CorsarioViajante

    Hahaha muito legal, e que bom que ao longo de sua vida as pessoas ao seu redor te incentivaram!

  • Claudio Fischgold

    Carlos,

    se em 1953 você estava com 8 anos, eu estava com 9. Então não é dificil comparar e ver que meu pai teve um Dauphine e um Gordini, e eu tive meu primeiro zero, um Corcel 73, aliás com alguns aditivos colocados na oficina do Greco, na Rua Tabapuã (se não me falha a memória).
    Mas a parte da história que mais me chamou a atenção foram os carrinhos de rolimã.
    Quem morou no Rio naquela época e teve chance de descer o Cristo ou a Estrada das Canoas de rolimã, estes sim, curtiram a vida.
    Parabéns pelo post.

  • Rafael Castelo

    Gosto demais dessas mini biografias! Parabéns pelo texto!

  • Daniel Shimomoto

    Desculpa, erro meu. Acabei passando batido no “U” Control.

    Meu avô (depois ficou para meu tio e com seu falecimento não sei o que fizeram com eles), tinha um grande numero de motores Enya de ciclo diesel, você lembra disso?

    Os OS Max .15 (e um .35 que meu pai usava nos Piratas da Casa Aerobrás) estão comigo até hoje.

    • Daniel, eu tive um Enya 29 e um Fox 35 todos movidos a metanol

  • Rafael Sumiya Tavares

    O relógio ainda está lá!!! Incrível como o local cresceu ao longo dos anos!

  • RoadV8Runner

    Histórias muito bacanas, deliciosa viagem no tempo! Faço coro com os demais, que venham mais textos do gênero.

  • Eduardo Mrack

    Bela história de vida, como eu queria ter vivido nestes anos dourados.

    Muitos meninos faziam e ainda fazem carrinhos de rolamento. Uma absurda minoria colocava algum sistema de freio neles, estes, por vivência própria e observação, sem dúvida rumam para alguma área técnica ou de engenharia, haha, é quase uma lei.

  • Daniel Shimomoto

    http://acervo.estadao.com.br/noticias/acervo,predios-de-sao-paulo-shopping-iguatemi,9446,0.htm

    Ofereceram uma cota desse empreendimento para meu avô, mas na época a região do Shopping Iguatemi (idos da decada de 1960) era um brejo fedido ao lado do Rio Pinheiros….pouquissima gente acreditou nele.

  • Robertom

    O Meccia teve alguma coisa em comum com o Raul Seixas.

  • Lorenzo Frigerio

    Não está lá, ainda?

  • Marcos Alvarenga

    Meu tio tem um Corcel na mesma cor e idêntico ao seu. Qualquer dia fotografo e lhe envio.

    É o famoso Corcel 73 da música “Ouro de tolo”, do Raul Seixas.

  • Lorenzo Frigerio

    Gostei de ver a foto do Shopping Iguatemi, um primor da boa arquitetura que acabou transformado num “favelão” cheio de “puxadinhos” e adaptações avançando nos recuos. Essa foto deve ser de meados dos anos 70, antes de construírem o edifício-garagem lateral na rua Angelina Maffei Vita. Inclusive, antes da construção da Av. Faria Lima (1969-70), o estacionamento frontal tinha o dobro do tamanho; parecia até Estados Unidos. E do outro lado da Faria Lima, em frente, havia uma galeria chamada “Rick Store”, onde havia uma sorveteria, “point” da moçada da época.

  • Lorenzo Frigerio

    Afe!!! Você foi reparar nisso!

  • m.n.a.

    Carlos Meccia

    Que legal essa história, parabéns! apesar de eu ser hoje entusiasta Chevrolet, o início da curtição foi Ford!

    Coincidência de épocas, meu pai, que é de 1944, comprou seu primeiro carro zero, que era uma Belina azul escura, em 1973! Mas no caso ele não se interessa por automóveis…

    A Belina II 0-km minha mãe comprou em 1978, eu tinha 4 anos, e me lembro direitinho no dia que ela bateu a Belina (barbeiragem dela, conversão à esquerda), eu e minha irmã tínhamos acabado de tomar a vacina Sabin, ofereceram água e a gente chorava e falava que não podia tomar! ….minha irmã recolheu da rua o emblema Ford que quebrou certinho da grade dianteira e me deu, tenho guardado até hoje !

    Em 1985 meu pai comprou uma Caravan 4-cilindros para puxar um trailer KC-330….na época eu gostava do Ford Escort, que era “1.6”, e ainda não conseguia compreender que a Caravan, “2.5”, era “mais” que o badalado 1.6 ! !

    Daí a 4-cilindros mostrou-se fraca para puxar o trailer…… em 1989 veio a Caravan 250-S usada 1982…… que herdei em 1995, já com o motor trocado, para um semi-novo 8:1 com 3E…..essa Caravan uso até hoje, sendo que em 2011 ela retornou às origens com a colocação do comando “S” com tuchos mecânicos, e ficou muito rápida….

    Essa história de Caravan para o trailer fez meu pai conhecer um excelente mecânico, oriundo da concessionária Dipave, conhecido dos “antigos” aqui de Curitiba, especializado só em GM na época, por isso tivemos também dois Chevettes……

    O primeiro, 1983, usei antes da Caravan, e depois foi para o meu irmão mais novo que deu p.t. nele…..o Chevette 1990 branco herdei da minha irmã em 2002 (no primeiro dia levei pra retificar) e uso até hoje também, único com quilometragem realmente conhecida, agora com 265 000 km….

    O meu terceiro “brinquedo” eu adquiri, foi em 2010, uma Caravan 1987 álcool automática original, idêntica à da reportagem Motor3 de novembro 1984, à exceção do eixo 2,73:1 e as rodas “ralinho”…..o motor foi retificado, e montado o comando “S”…

    Bastante saudosismo nesses textos, continue com as histórias dos brinquedos!

    Sendo que os brinquedos “antigos” são os mais legais e divertidos!…no mínimo mais “originais”, face à mesmice de hoje…

    Abraço

    m.n.a.

  • Muito legal o post! Incrível a variedade de cores dos carros na foto do shopping Iguatemi, muito legal a variedade.

  • m.n.a. gostei da sua história
    Abração

  • Valeu Claudio !

  • Brenno Metzker

    Fanástico post Meccia! Parabéns pela sua caminhada, vida longa para enriquecer mais ainda a sua vida e as “paredes” deste blog!
    Forte abraço,

    Brenno Metzker

  • Prezado Meccia, delicia de texto! Mesmo sendo um pouco mais novo do que você ( sou de 57 ) tive o prazer de viver toda esta época, embora 12 anos atrasado…a infância, sempre colado no meu pai e na graxa (naquela época, anos 60, meu pai, motorista de caminhão e quem fazia a manutenção do mesmo e isto incluía os “guris”, eu e meu irmão! ) parece também ( para mim! ) que a vida andava um pouco mais devagar e nossa geração, estava muito mais próxima da de nossos avós do que a geração de hoje ( adulta! ) esta próxima dos pais…A escola, a faculdade de engenharia, a namorada, que feita a escolha e o aceite por parte da amada, era, com raras exceções, para sempre!
    O prazer, ainda hoje, de futricar e entender o próprio carro…Tudo isto vem a tona com a leitura do teu post e, são só boas e saudosas lembranças… Muito obrigado! Aguardo um novo post, leve e tão agradável como este.

    • Huttner,
      A vida tem que ser valorizada em seus bons momentos
      Abração

  • Antônio do Sul

    O Carlos Meccia é um autoentusiasta completo: projeta, desenvolve, conserta e, se for preciso, acredito que ainda pilote. Bela história de vida. Com certeza, haverá ainda muitos belos capítulos a serem escritos.

  • Leo-RJ

    Caro Meccia,

    Que história ótima que dividiu conosco. Você, o AK e o Bob são mestres em mesclarem matérias informativas, técnicas e também deliciosas histórias pessoais..

    Curti muito, especialmente pontuada com as fotos originais dos manuais (você os guarda mesmo, passou os carros em o manual quando se desfez deles? Se sim, achei que só eu tinha essa mania… rs).

    O adesivo original da FEI e o convite à sua despedida de solteiro estão ótimos, este é impagável.

    Agora, torço para que consiga bolar um texto em que uma foto da sua coleção de cerca de 60 rádios valvulados, de madeira e baquelite, anos 20 a 60, faça parte.

    Ser engenheiro com graxa nas mãos, hoje, é para poucos…

    Abçs!

    Leo-RJ

  • lucasfs

    Caramba que corte no fim da narrativa!! Belíssima história, muito bacana ver o caminho traçado por você Meccia!! Parabéns!

  • Legal a sua história da trajetória.

  • Roberto C Feitoza

    As lembranças de autoentusiasta que tenho é de meu pai comprando um oldsmobile 88 rocket ano 1955 (Já usado) mas estalando de novo, ficava horas dirigindo ele (na imaginação claro, tinha 6 anos) e de um simca chamboard azul e branco que o vovó Rozalvo tinha que só podia entrar se eu varresse o quintal para ele e ficava feliz da vida dirigindo ele também, sonhando em ter meu próprio carro. E o meu primeiro carro comprei em 1974 um ford corcel gt verde musgo metálico muito lindo, uma emoção só. São lembranças marcantes que a sua leitura Carlos Meccia me remeteu a este tempo dourado. Obrigado e coninue a escrever mais sobre a sua experiência como engenheiro automotivo, um sonho que sempre tive, mas a minha vida foi para um outro lado. Parabéns por tudo.

    • Roberto, nada melhor que recordar os bons momentos
      Abraço

  • Filipe Reis

    É provavel que muitos dos professores que você teve aula tenham dado aulas a mim também, e não duvido que continuem lá…

    • Filipe Reis,
      Você estudou no Pasteur ou na FEI ?

      • Filipe Reis

        eu F-iz E-ngenharia no I-nferno… rsrs… tive aulas com alguns pratas de lá… Rubener pra cálculo, Bonassi, José Luis e Fiorani para desenho técnico, saudoso Brunetti que nos deixou no semestre que nos deu aula mecânica dos fluidos, Alberto para elementos de máquinas e Coquetto para motores de combustão interna entre muitos outros que atravessaram algumas gerações de engenheiros. Meu caso com a FEI foi exatamente o mesmo, fiz vestibular mirando a USP e fiz o primeiro ano de FEI pois meus pais me convenceram que era melhor que mais 1 ano de cursinho. e assim fiquei mais 4 anos lá. Não me arrependo e agradeço meus pais por todo sacrifício para me manter lá, pois se tivesse mudado de faculdade, não teria toda a bagagem que adquiri estagiando na Mercedes Benz e na Rhodia. Nos últimos 6 meses de faculdade desviei do ramo automobilístico que sempre foi minha paixão (mesmo assim fiz engenharia mecânica plena e não automobilística como eu queria depois que decidi que ficaria FEI) e pelo visto não há mais volta, não pelo mercado de trabalho, mas futuramente talvez por um negócio próprio. Faz pouco tempo que saí de lá, não achei que fosse sentir saudades das aulas tão rápido.

  • AlanFSi

    Nossa esse texto foi uma verdadeira viagem no tempo, apesar de não ter tido a oportunidade de viver nos anos descritos mas ler me fez estar lá de tão gostosa sua história!! E as fotos ahh as fotos teletransportaram minha mente para o local das mesmas me imaginei naquele tempo vendo todos aqueles carros e todas as pessoas onde não sei mas me parece que eram mais humanas e tinham mais amor ao próximo. De qualquer forma quando acabou o texto voltei a realidade e quase cai da cadeira KK. Por favor nos presenteie com mais de sua história e mais fotos desse tempo que com certeza deixou muita saudade!! Forte abraço!

  • Braz Portari

    Ali onde era a Pedro Américo não existe mais nada. foi demolido para a construção de um viaduto em frente ao Carrefour, onde tinha a fábrica da Chrysler ex-IHC..International Harvester..Parabens pelas lembranças.

  • Zé Pedro

    Olá Carlos. Bela matéria. A casa de seu tio era na Rua Nelson Fernandes?

  • A.R.Siegl

    Oi Carlos,
    Gostei de ver o seu diário, muito interessante.
    Também vivi minha infância na Cidade Vargas, hoje minha ex casa virou ag. bancária. Estava mais com a turma de seus primos, Carlos e Paulo, depois que fiz o CPOR, perdi o contato com eles. Depois disso fomos colegas por alguns anos na Ford Brasil, eu na Eng de Projetos e você na Eng Avançada.
    Parabens pela boa memória.