CG1  HONDA: 20 MILHÕES DE MOTOS E UM FREIO SALVADOR CG1

A Honda festejou a incrível marca de 20 milhões de motocicletas produzidas na sua fábrica de Manaus (a maior fábrica de motos da Honda do planeta, diga-se de passagem) ejetando da linha de montagem uma… CG!

 

CG8  HONDA: 20 MILHÕES DE MOTOS E UM FREIO SALVADOR CG8

A 20.000.000ª Honda produzida no Brasil

Nada mais óbvio, pois este foi o primeiro modelo fabricado pela empresa no Brasil, nos idos de 1976, e é de longe a moto mais vendida do país. Aliás, o veículo mais vendido desde sempre no Brasil, batendo o VW Gol, o Fiat Uno e demais concorrentes.  Porém, a bem da verdade, comparar a Honda CG 150 Titã atual a àquela de 38 anos atrás é uma tremenda injustiça. Para com a nova CG, é claro.

 

CG6  HONDA: 20 MILHÕES DE MOTOS E UM FREIO SALVADOR CG6

A primeira Honda fabricada no Brasil,a CG 125

Para começar, a 20.000.000ª CG tem motor maior, 150 cm³ e não 125 cm³. Ainda um monocilíndrico quatro-tempos, mas em vez de ter válvulas acionadas por varetas, agora o que as aciona as válvulas é um comando no cabeçote movido por corrente. Na alimentação, nada de carburador, mas sim um sistema de injeção eletrônica capaz de gerenciar proporções variadas de gasolina ou álcool sem chatear o condutor com partidas demoradas, engasgos ou falta de desempenho. Quanto à parte ciclística — chassi e suspensões — há também bem pouco em comum entre a CG pioneira e essa derradeira: o chassi que era de tubos de aço agora é de aço estampado, as suspensões ganharam em robustez e eficiência.

 

CG2  HONDA: 20 MILHÕES DE MOTOS E UM FREIO SALVADOR CG2

A CG 150 atual, versão Titan

Faltou falar algo? Sim, claro, da estética, que faz da best-seller da Honda uma moto bonita mesmo, que parece maior do que é, e principalmente falar dos freios, que para este modelo 2015 incorporam um dispositivo que, supomos, será componente cada vez mais comum nas motos pequenas, ditas “de entrada”: a frenagem integral, ou como a chama a Honda, Combined Brake System, sistema de freio combinado.

 Tal sistema não é uma novidade, pois já está presente há algum tempo nos scooters da marca, o Lead 110 e o PCX 150, assim como freqüenta motos maiores da Honda, porém em companhia do ABS: as pequenas CB 300R e XRE 300 tem como equipamento opcional freios C-ABS, assim como motos maiores tem o Dual C-ABS, sistemas mais sofisticados que prometo um dia abordar em artigo exclusivo aqui no Ae.

 

CG5  HONDA: 20 MILHÕES DE MOTOS E UM FREIO SALVADOR CG5

Esquema das duas linhas hidráulicas do freio dianteiro: uma a partir do pedal, outra do manete; o freio traseiro permanece com acionamento por tirante

O que faz exatamente esse novo sistema de frenagem, o CBS, adotado na CG? Faz ambas as rodas sofrerem ação frenante quando o pedal de freio é usado. Para quem não sabe, motos são como bicicletas: há comando distinto para o freio dianteiro (uma alavanca chamada manete acionada pela mão direita) e freio traseiro (pedal no pé direito). Por que é assim? É assim porque sempre foi assim. Na verdade as primeiras motos não tinham freio dianteiro, e tampouco suspensão. Foi lá pelos anos 1920, na segunda década da real existência da motocicleta como veículo de transporte e lazer, que apareceram os primeiros freios na dianteira e suspensões. Desde então, ao contrário dos automóveis, para frear uma moto sempre houve dois comandos.

 Felizes, motociclistas conviveram com essa realidade até cerca de 30 anos atrás quando começaram a surgir os primeiros protótipos de motos com acionamento duplo, combinado, o Combined, como o chama a Honda. A idéia era aperfeiçoar a frenagem, torná-la mais fácil aos menos habilidosos e desinformados acerca da correta técnica de frear, e aí chegamos ao xis da questão: esta nova CG 150 Titan ora lançada vem socorrer os desinformados.

 

CG3  HONDA: 20 MILHÕES DE MOTOS E UM FREIO SALVADOR CG3

A pinça tem agora dois circuitos hidráulicos, independentes

Há uma situação crítica hoje no Brasil. A região onde mais se vendem motos, o norte e nordeste do Brasil, convive com um nível de acidentes com motocicletas intolerável, praticamente um problemas de saúde como um surto de dengue ou epidemia de malária. Comprar uma moto por aquelas bandas está na lista de prioridades de jovens e nem tanto de todos os sexos. Porém, o conhecimento de como se usa uma moto, especialmente os freios, não.

Na verdade, em muitas cidades ter a CNH, a carteira nacional de habilitação, é um item desnecessário, pois fiscalização não há. Usar capacete e demais equipamentos de segurança é totalmente fora de questão e assim, somando isso a pisos mal pavimentados ou sem pavimentação, irresponsabilidade extensiva a todos os condutores de qualquer tipo de veículo, está feito o cenário desta trágica situação.

Essa nova Honda mudará tal cenário? Não de pronto, mas com o passar do tempo ajudará a melhorar o panorama, corrigindo NA MARRA o maior erro dos motociclistas brasileiros: achar que o freio traseiro é que manda na frenagem, e que o dianteiro deve ser usado pouco ou quase nada, pois senão “a moto capota”.

 

CG4  HONDA: 20 MILHÕES DE MOTOS E UM FREIO SALVADOR CG4

Detalhe dos dois circuitos hidráulicos, em que o assinalado em vermelho é o correspondente ao circuito combinado

Essa santa ignorância, que nada tem de santa, leva estes adeptos do guidão a frear mal e pouco. Com a nova CG, o sistema CBS lhes trará alento, pois ao agir no pedal, haverá poder de frenagem na roda traseira e também na dianteira. Felizmente.

Tecnicamente funciona assim: o freio a disco dianteiro tem uma pinça de três pistões, dois maiores, responsáveis por 75% do poder frenante, e um menor, ao qual cabem os 25% restantes. É exatamente este pistãozinho que irá agir quando o motociclista pisar no freio. Pode parecer pouco, mas os testes de frenagem realizados, sem e com travamento de roda, mostram uma diferença brutal entre os espaços necessários à imobilização de uma CG 150 Titan sem o CBS e a nova, com CBS.

 

CG7  HONDA: 20 MILHÕES DE MOTOS E UM FREIO SALVADOR CG7

Comparativo das distâncias de parada com e sem (STD) o CBS fala por só

Para quem está conjecturando o por que de a Honda não ter adotado de vez o ABS, ou seja, o sistema que impede o travamento das rodas (obrigatório nos carros brasileiros fabricados neste ano de 2014), é  necessário lembrar dois aspectos: custo e adequação. Por mais simples que seja, um sistema ABS custará bem mais do que este CBS. Porém, o bicho pegará mesmo quando se encara a realidade do uso destas pequenas 150, que em grande parte rodam em estradas de terra onde ter o ABS significaria não reduzir espaços de frenagem, mas sim aumentá-los de maneira exagerada. A prova disso é que mesmo as sofisticadas motos dedicadas ao uso misto, asfalto-terra, dotadas de freios ABS, têm a possibilidade de desligar o dispositivo para encarar terrenos desprovidos de asfalto.

A Honda CG 150 Titan 2015 será vendida em versão única, ou seja, não há chance de tê-la sem o CBS. Para o bem geral da nação, custará apenas um pouquinho mais do que a versão anterior, meros 180 reais (preços sugeridos de R$ 7.680,00 para a versão ESD e R$ 8.180,00 para a EX). Sem dúvida, esta iniciativa da Honda foi uma bola dentro inquestionável no sentido de tornar sua moto mais vendida um veículo mais seguro e, principalmente, adequado a pilotos inexperientes ou que simplesmente desconhecem a maneira correta de se frear uma moto.

RA

 

Não tão novidade – por  Bob Sharp

Novidade na CG 150 Titan, não é nos automóveis. Há décadas todos os automóveis têm de ter, obrigatoriamente, duplo circuito hidráulico de freios para o caso de falha hidráulica o veículo não ficar totalmente sem freio. Começou por linhas hidráulicas dianteira e traseira e chegou, com o Saab 95/96 de 1962, às duas linhas em diagonal. Enquanto no primeiro sistema havia o sério inconveniente da eventual perda dos freios dianteiros, o que reduz em 70% a 80% a capacidade total de frenagem, no segundo a redução era menor, 50%, mas assim mesmo longe do ideal. A melhor solução de duplo circuito apareceu nos Land Rover e no Lada Niva no começo dos anos 1970: um circuito dianteiro-traseiro e outro, só dianteiro. A vantagem é óbvia: se houver falha hidráulica nunca se perde freio dianteiro. O truque era justamente a pinça do freio dianteiro ter dois circuitos, como na Honda CG 150 Titan.

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  • Guilherme Keimi Goto

    Como usuário do CBS eu gostaria de acrescentar uma opinião e uma experiência com o CBS.
    1) O CBS é um sistema que vai perpetuar o motociclista com medo de frear o dianteiro. Ele não “educa” o motociclista (não que seja função do freio educar…), mas fico na dúvida se ele mais ajuda ou mais atrapalha.
    2) Em condições de frenagem extremas (sem o ABS) eu costumo frear tão forte e gradualmente quanto possível o dianteiro e depois o traseiro e só aliviar a pressão no traseiro se sinto que ele escorregou. O problema disso, é que com o sistema combinado, se eu estiver na pressão limite do dianteiro (muito próximo dele travar) e ao acionar o traseiro, este vai aumentar a pressão no dianteiro também. E o que acontece? Trava a dianteira e a frente sai de baixo.

    Nunca ocorreu pois acabo aliviando a pressão do dianteiro antes de pressionar o traseiro, mas essa variação de pressão gera variação na transferência de carga (o “peso vai pra frente”, depois pra trás e depois pra frente de novo). Na prática em vez do freio parar ele serve para 2 transferências de carga que só atrapalham o feeling do solo e aumenta a distância de frenagem.
    Eu me sentiria mais confiante (e vou me arriscar dizendo que me sairia melhor) sem o CBS.

    • Tarcisio Cerqueira

      Tem uma coisa, com o duplo circuito, de acordo com o texto, o poder frenante do circuito que é acionado pelo manete é reduzido para 75%, então diminui a probabilidade de ele estar na pressão limite de travagem na hora que se acionar o freio combinado, não ocorrendo a travagem como você teme… Pelo menos é assim que eu entendi…

  • Renato Mendes Afonso

    Pelo menos no Honda Lead o CBS é de fato bem útil, da uma enorme diferença no potencial de frenagem ao pressionar o freio traseiro com mais força. Ainda sim sempre uso o freio dianteiro em conjunto com o traseiro.

  • Leister Carneiro

    Excelente inciativa, mas acho que toda moto deveria ter ABS, seria de uma utilidade pública gigante

  • ccn1410

    Eu só queria entender porque a fiscalização feita no sul é diferente da feita no norte/nordeste… Eles são diferentes de nós?
    É por isso que eu acho uma coisa doida o excesso de leis em nosso país.
    Tirar o carro da rua para por na garagem e não usar o cinto é motivo de multa, mas trafegar sem ele principalmente no banco traseiro como faz a maioria, pode.
    Beber um cálice de vinho no almoço não pode, mas embriagar-se nos bares e festas, por não existir fiscalização, pode.
    E por aí vai…
    Eu acredito que ambas as leis citadas poderiam ser eliminadas, mas caso o cidadão cometesse algum acidente teria que assumir toda a responsabilidade, sem o seguro que seria cancelado, ou então cadeia.

    • Erwene

      Apoio totalmente a revisão da fiscalização, CCN. Bastava ter bafômetro acionado em qualquer chamada de emergência (Samu, por ex.). Deu alcoolemia? ferro nele. Simples.

    • Tarcisio Cerqueira

      A lei anterior sobre alcoolemia já era bastante sensata, bastava fiscalizar corretamente… Não conheço o sul/sudeste pessoalmente, mas pelo que os parentes e amigos de outras regiões me passam, comparo com aqui na Bahia, e a sensação que tenho é que aqui é um Brasil ao quadrado culturalmente, tanto os aspectos positivos quanto, e principalmente infelizmente, os negativos… A “gersonite” é mais aguda… a corrupçãozinha de esquina é maior, a cidadania é menor… Isso é reflexo também dos mais baixos índices de educação do norte/nordeste… o IDH diz tudo…

    • Joaquim Santos

      A falta de fiscalização ocorre nos interiores dos Estados. As pessoas estão trocando o o conjunto burro + carroça e a bicicleta por motos. Dentro dos interiores não há fiscalização mesmo! Ver pessoas pilotando (voando baixo mesmo) com havaianas, sem capacete, de camiseta e bermuda é comum.

  • Marcos Alvarenga

    A maioria dos motociclistas urbanos (entenda motoqueiros) não sabe ou não acredita que o freio traseiro não serve para parar a moto. Em uso urbano seu uso pode até ser ignorado, sem nenhum prejuízo na condução.

    Freio traseiro serve para equilibrar a moto nas entradas de curva, em condições de pista ou condução esportiva. E também é muito usado em condução fora-de-estrada.

    Fico me perguntando se esse dispositivo não vai atrapalhar quem sabe usar e modular o freio dianteiro, uma vez que acionando o freio traseiro quem estiver no limite da derrapagem pode perder aderência.

    • Eduardo

      Exatamente, ando de moto há quase 20 anos, na cidade e só uso o freio traseiro para forçar uma derrapagem ou quando paro numa subida. Nunca caí. Porém muitos motociclistas experientes ignoram completamente a existência do freio dianteiro.

    • Eduardo Mrack

      Infelizmente, como a maioria das coisas no Brasil, é o produto que se adapta ao usuário, e não o contrário, como deve ser.

  • Luiz Vitorio Roman

    Muito bom o texto, só fiquei com uma duvida. A que velocidade foi feito aquele comparativo dos freios?

    • R. Agresti

      60 km/h. Desculpe não ter informado no gráfico.

      Abraço,

  • Eduardo Henrique Soares Carval

    Parece matéria paga para arrumar desculpa de não colocar abs na moto. Quem disse que a maior parte dessas motos andam na terra? Certamente é o contrário. Uma mínima quantidade é utilizada na terra. Desculpa esfarrapada para não se colocar ou simplesmente oferecer o equipamento para quem acha importante te lo.

    • Bob Sharp

      Eduardo Henrique
      Se você acha que o Ae publicaria matéria paga, por favor, vá ler outros sites. Seu lugar definitivamente não é aqui.

      • EduBH

        Em momento algum afirmei que é matéria paga. Disse “parece” matéria paga no sentido de só ter relatado as qualidades e não falar nenhum defeito ao ponto de dizer que a maioria destas motos andam na terra. Tem algum levantamento técnico ou pesquisa que mostra isso?

    • Thiago

      É, cara.. sem fundamento isso ai que tu disseste.

      • EduBH

        Thiago, até eu ver um dado oficial, sem fundamento é afirmar que a maioria destas motos andam na terra e por isso não foi oferecido abs, nem mesmo como opcional.

        • agent008

          Meu pitaco: A Honda deve, sim, conhecer muito bem os dados dos mercados onde atua. Como qualquer fábrica responsável, de motocicletas ou de automóveis, faz. Não tenho dados estatísticos, compilados por instituto qualquer, tampouco creio ser o Autoentusiastas um site para este tipo de assunto, mas qualquer um dos inúmeros leitores que deseja enxergar os fatos por eles estarem claros, em vez de ser cego até “ver os números”, irá entender a colocação do Agresti. Pergunte-se a qualquer um que já viajou para o Norte ou Nordeste, e logo tem-se a percepção de que lá a proporção de motocicletas em relação à de automóveis é muito maior. É a isto que o Agresti se referiu – nas regiões citadas é o costume geral ter como primeiro veículo automotor uma moto, enquanto que em outras regiões costuma se adquirir o carro. Pessoalmente, por feeling mesmo, acredito que o principal fator seja o custo, não só de aquisição como também de manutenção, mas acredito ser relevante também a questão de que quanto mais ao Sul do País, menos quente é o clima o que também desestimula um pouco o uso da moto aqui no Sul, ao passo que no Norte e Nordeste o calor incentiva.

    • Eduardo Silva

      Falta de informação não é motivo para não escrever, né? Falar bobagem é grátis. Se conhecesse as cidades pequenas e mal pavimentadas do norte e nordeste não teria dito uma pataquada dessas.

      • EduBH

        Pior que conheço. Até eu ficar ciente de algum levantamento oficial de que estas motos são maioria andantes em estradas de terra eu não acredito em tal afirmação. A Honda ta igual a Ford em falar que o troller é off road e por isso não pode ter airbag.

        • agent008

          “é necessário lembrar dois aspectos: custo e adequação. Por mais simples que seja, um sistema ABS custará bem mais do que este CBS. Porém, o bicho pegará mesmo quando se encara a realidade do uso destas pequenas 150, que em grande parte rodam em estradas de terra onde ter o ABS significaria não reduzir espaços de frenagem, mas sim aumentá-los de maneira exagerada. A prova disso é que mesmo as sofisticadas motos dedicadas ao uso misto, asfalto-terra, dotadas de freios ABS, têm a possibilidade de desligar o dispositivo para encarar terrenos desprovidos de asfalto.”

          Onde, ONDE Ó CÉUS, diz que a HONDA usou-se das estradas sem pavimentação como desculpa pela ausência do ABS?

          Trata-se de uma afirmação feita pelo Agresti, que além de vinte anos como editor de revista especializada de primeira grandeza, já rodou não sei quantas vezes o País de ponta a ponta a bordo das mais diversas motocicletas, ou seja, tem uma experiência que fala a seu favor. Ah, mas isto não são números… Agresti, por pura modéstia talvez não o faças, mas poderias citar algumas estatísticas (distância percorrida, contagem de modelos avaliados, motocicletas que já teve, tipos de estradas que já percorreu, etc…)? Talvez com estes números o Sr. polêmico acima resolva parar com a pedância… Liberdade de expressão é bom, mas nem por isso todo mundo tem que engolir tudo que se diz por aí, me entristece essa mania que está se criando de fazer polêmica e criticar gratuitamente cada post do Ae. Me decepciona demais.

    • Renato Mendes Afonso

      Mesmo que as motos não andem na terra, calçamento ruim já é o bastante para diminuir o desempenho do ABS ou pelo menos, não trazer benefícios o bastante para traduzir os pelo menos 2 mil reais a mais.

      Eu já acho absurdo ter que pagar 8 mil em uma Titan, imagine 10 mil só por uma moto 150 cm³ cuja parafernália mecatrônica pouco me servirá em conduções normais (3 anos andando de moto e NUNCA precisei de ABS, e aposto que não sou o único).

      • EduBH

        Então caro Renato, nem carros poderiam ter ABS pois a maioria das estradas e ruas de nosso Brasil são uma lástima.

        • Renato Mendes Afonso

          Como o Bob falou, até uns anos atras sim, ABS não era lá essas coisas nas mais variadas situações (em pavimentação brasileira, é claro).

          Ainda sou da opinião de que ABS não é necessidade, principalmente quando se pratica uma boa condução, e direção defensiva. Quem quer comprar, que compre, mas não precisava obrigar todos os consumidores a pagarem por isso.

          • EduBH

            Nos meus posts jamais falei que o ABS não funciona em terra e em vias ruins de calçamento. O que questionei e que parece que ninguém quer aceitar é ter escrito na reportagem que não foi oferecido ABS porque a maioria destas motos trafegam em estradas de terra. Minha indignação foi sobre isso (essa afirmação foi da Honda ou do autor?). Agora se funciona ou não, este não foi o mérito do meu questionamento. E também não disse que deveria ser oferecido como equipamento de linha. Eu disse que deveria ser oferecido para quem quiser e achar conveniente pagar para tê-lo.
            ABS salva vidas. Falar que é dispensável é fácil. Eu nos meus 18 anos de carteira nunca bati e nunca precisei fazer uma frenagem de emergência onde tive que travar as rodas, mas nunca dispensaria um ABS A necessidade pode acontecer quando menos se espera, mesmo dirigindo com prudência.

          • agent008

            Por R$2.000,00, 1.500,00, 1.000,00 e até R$500,00 a mais, sou capaz de apostar que a suposta versão da Titan com ABS encalharia feio nas lojas. Candidata ao maior mico da história da Honda. Para que arriscar? A CG está bem definida para o seu público-alvo. Para ter ABS, melhor investir em um modelo maior, como colegas já comentaram: CB300 por R$ 13.740,00, por exemplo.

    • Newton (ArkAngel)

      Eduardo, a CG é uma moto utilitária, seu público-alvo possui em geral baixa renda, e para esses quais quer 50,00 a mais na prestação pesa. A Honda, assim como outras empresas japonesas, sabe muito bem o que faz e por que faz, se assim não fosse, a CG não teria uma vida tão longa e venderia tanto quanto já vendeu. Do ponto de vista técnico, a colocação do ABS seria até legal, mas o papel da engenharia é achar o melhor compromisso entre todas as variáveis envolvidas na fabricação, custos, vendas e manutenção. Será que qualquer “mexânico” de algum lugar onde Judas perdeu as botas saberia reparar um sistema ABS?

      • Natan Ravel

        Disse tudo, me lembro do Mercedes Classe A, um avanço e tanto no mundo automotivo(principalmente para o Brasil) , não fez sucesso pois foi uma obra-prima (e complexa) da engenharia, por ser pequeno e prezar segurança tinha um motor de difícil acesso , e mecânico nenhum tinha paciência pra tirar todo conjunto motor e transmissão somente pra trocar um filtro de óleo, Não adianta inovação e alto custo de manutenção, ou alto custo de implementação, no caso dos carros, não vejo o porquê de ter abs e airbag e não ser oferecido ESP como opcional, o mesmo vale para as motos, deveriam todas ter abs como opcional, Cabe ao comprador decidir se irá ser necessário ou não.

      • Leonardo Porfiro Mazzoco

        Que a Honda coloque o ABS como opcional….

    • R. Agresti

      Eu disse, aliás escrevi. Apenas 20% das estradas brasileiras tem pavimentação. Se o Sr. tivesse tido a chance de visitar algumas das cidades do norte/nordeste onde a frota circulante de motos é de mais de 60% do total, e onde o mercado cresce de maneira exponencial, confirmaria o que afirmei. Aviso que no Ae não há matéria paga e sua indelicada observação me faz crer que o melhor é deixar de nos ler tendo em vista sua total incompreensão ao espírito jornalístico que norteia nosso trabalho, além de evidente indelicadeza e deselegância.

    • André Stutz Soares

      Boa noite, Eduardo!

      “Grande parte” não quer dizer “a maior parte”. Acho que esse é o centro da polêmica, uma má interpretação da língua portuguesa… veja só:

      “A maior parte” das motos com certeza deve rodar nas grandes capitais.

      “Grande parte” das motos certamente roda em lugares mal pavimentados.

      • Eduardo Mrack

        Era o que eu ia comentar, mas já não se faz mais necessário.

        O cara em questão se orgulha em dizer que é engenheiro, mas lastimavelmente é um analfabeto funcional. Imagine projetando algo, onde tem que interpretar dados complexos…

  • Lorenzo Frigerio

    Não guio moto, mas nunca consegui entender a existência desse freio traseiro acionado por pedal. Por que o freio no guidão não aciona os dois, com válvula proporcionadora, como nos carros?

    • Renato Mendes Afonso

      Porque em caso de curva, em uma moto é possível realizar alguma frenagem sem que ela saia de frente apenas acionando o traseiro. Freios independentes em motos torna a condução da mesma mais livre.

      Tem outros variados motivos, que motociclistas mais experientes que eu podem explicar.

      • Leonardo Porfiro Mazzoco

        Chuva, areia, curva fechada, asfalto escorregadio, cascalho… acionar primeiro o freio traseiro, encontrar o limite de aderência e só então começar a acionar o dianteiro… por isso é bom tê-los em separado. Parece um processo lento, mas pra quem anda de moto há tempos não gasta 1 segundo achar o limite de aderência.

    • Lucas dos Santos

      É mais ou menos como o RA disse no texto:

      Por que é assim? É assim porque sempre foi assim. Na verdade as primeiras motos não tinham freio dianteiro, e tampouco suspensão. Foi lá pelos anos 1920, na segunda década da real existência da motocicleta como veículo de transporte e lazer, que apareceram os primeiros freios na dianteira e suspensões. Desde então, ao contrário dos automóveis, para frear uma moto sempre houve dois comandos“.

      Ou seja, o sistema de freios individual nasceu assim e permaneceu assim porque todos se acostumaram com ele assim!

    • Marcell Chaveiro Silva

      Os freios da motos devem ser modulados individualmente para melhor controle. Porque além de freia, deve se administrar o equilíbrio da moto,

      Sabendo que o dianteiro é que possui maior força basta fazer um comparativo, o que acontece quando um carro trava as rodas dianteiras? praticamente nada, se não é um jumento que está dirigindo pode recuperar a aderência facilmente, e quando o travamento é a roda dianteira da moto? CHÃO!

      Em caso de de derrapagem traseira, soltar os 2 freios ao mesmo tempo também da merda, ainda não sei bem como proceder, mas entendo que não se deve acionar o dianteiro com força, porque a merda já está pronta também. Ou seja: Usar o traseiro com força incompativel para a frenagem da merda.

      em caso de areia, buraco, deve ser usado o traseiro.

      Em caso de descida inclime, por experiencia desço engrenado 1a. ou 2a. e modulando os 2 freios, usando o traseiro o máximo dele para descer, e dianteiro para parar. é complicado explicar essa

  • Ciro Margoni

    O freio da CGsinha 76 era parecido com o da Caloi 10 na chuva. Mas, com 15 anos de idade e numa época que não usávamos capacete (pelo menos no interior de SP, não), era emoção pura. Meu anjo-da-guarda que o diga.

  • Lucas dos Santos

    Pena que, por enquanto, isso só está disponível na versão mais “topo de linha” da CG, que é a Titan.
    Enquanto isso, a defasada CG Fan, que ainda é carburada, usa motor de 125 cm³ e o sistema de freios mais simples possível, continua vendendo feito água, sendo, normalmente, a primeira moto de muitos.

    • Matuska

      A 125 cm³ sim e só. A Fan 150 cm³ tem injeção, freio a disco na frente e marcador de combustível, com o painel bem semelhante ao da Titan.

      • Lucas dos Santos

        Bem lembrado! Às vezes eu até esqueço que a Fan 150 existe, dadas as diferenças para a versão de menor cilindrada.

  • César

    “Mortoboys” desativando o CBS em 3, 2, 1…

    Brincadeiras à parte, acho que a tendência é que muitos tentem mesmo uma forma de desativar, como vejo fazerem nas Lead e PCX. Tem gente que diz que já “levou chão” por causa do tal CBS. Eu como nunca experimentei, não posso opinar. Só sei que, nos citados scooters, a diferença de efeito de frenagem entre as rodas parece ser realmente exagerada. Complementando, não vejo necessidade e nem justificativa de custos em instalar ABS numa moto de 150 centímetros cúbicos. Parece-me que o equipamento não torna uma moto um veículo menos inseguro do que já é. Ainda mais considerando, o perfil médio de motociclistas que utilizam essa categoria de motocicleta. Não é preconceito, mas é fato consumado que na imensa maioria dos acidentes envolvendo motocicleta, trata-se de uma CG pilotada por um sujeito sem habilitação. Que, aliás, é um problema grave que a fiscalização não contorna. Para além, a CG definitivamente não é uma moto para pilotagem esportiva e nem para curvas de alta velocidade.

    Mas o fato é que qualquer homenagem à CG é mais do que justa, afinal de contas, é um veículo que faz parte da história do transporte brasileiro tanto quanto a Kombi, e com o mesmo louvor. Não é o tipo de moto que eu goste, apesar de, como muitos, ter aprendido a pilotar numa delas, mas é preciso admitir que ela melhorou muito esteticamente, sem que isso tenha refletido de forma impactante no preço.

    • Renato Mendes Afonso

      César, já muito ouvi de quedas devido o CBS na Lead. A principio, me leva a crer que tenha sido mal costume com o sistema (só especulo, posso estar errado).

      Como falei em um post mais acima, ando diariamente num Honda Lead e até agora o CBS não me atrapalhou em nada, contudo, devido o fato de eu usar os freios com cuidado, dificilmente ele “entra em ação”, pois começo com uma leve pressão no freio traseiro e depois aplico gradativamente pressão no freio traseiro e dianteiro.

      O CBS só manda força para o freio dianteiro quando aplica-se uma pressão significativa no freio traseiro, por isso que nem sequer sinto atividade dele quando conduzo normalmente.

      É essa a impressão que eu tenho do scooter e o CBS.

      • Mibson Fuly

        Infelizmente isso é frequente. Já vi motociclistas muito experientes tomarem tombos memoráveis a baixa velocidade com a Lead.

  • Bob Sharp

    Eduardo,
    Desculpe, mas “Parece”, nesse contexto, sugere tratar-se de matéria paga. Se você tivesse escrito “É matéria paga” seu comentário nem teria sido publicado. O autor da matéria é motociclista muito experiente, proprietário e editor-chefe da melhor revista brasileira especializada em motocicleta há praticamente vinte anos, a “Revista da Moto!”, sabe o que diz e não inventa fatos. É um dado mais do que conhecido que ABS em piso de terra funcional mal, erraticamente, faz aumentar a distância de parada. Isso até consta dos manuais de proprietário de veículos que têm ABS. Quanto a falar em defeito, acha mesmo que uma fabricante de motocicletas como a Honda aplicaria uma solução de freio que não fosse absolutamente confiável e segura?

    • Eduardo Henrique Soares Carval

      Bob. Sou eng mecânico e também sei que ABS não se sai bem na terra se não for especificado para tal. Meu questionamento não foi sobre isso. Foi dizer que a maioria destas motos trafegam em estrada de terra e por isso não oferece abs. Realmente não acredito nesta informação até ver dado oficial sobre este levantamento. Essa afirmação está igual a Ford, como disse na resposta ao Renato. Não oferecer airbag porque o Troller é off-road. E quem anda na cidade ou estrada e quer pagar 1500-2000 a mais pelo ABS na moto ?

    • L.

      A Honda XRE300 usa freio ABS e vai muito bem em estrada de terra sem ter a opção de desligar o sistema. A questão é de lucro, não técnica.

  • Fernando Oliveira Lopes

    Bola dentro da Honda, mas verdade seja dita: o brasileiro não aprende nada na auto escola(que só tomam o dinheiro) e no nordeste a maioria dos que andam de moto não tem CNH. Resultado: acidentes e mais acidentes, que matam mais que muitas guerras.
    A verdade é que se a maioria do povo aqui neste país fosse um pouco mais sério iria:
    1- Dirigir usando o bom senso, isso já diminuiria em 80% os acidentes;
    2- Buscar capacitação por conta própria aprendendo técnicas de direção defensiva;
    3- Varrer estes políticos vagabundos que atuam nos poderes executivo e legislativo e uma parte dos vagabundos que se aninharam no judiciário (neste há ainda pessoas honestas e lúcidas que sofrem por ver as coisas do jeito em que estão) nas esferas municipal, estadual e federal, pois seriam criadas boas leis que funcionariam…

    • Matuska

      Aqui no MS as auto-escolas cobram R$ 1400 para tirar carteira só de moto. Quem já tem de carro ou só dirige moto nem sonha em pagar esse valor.

  • Eduardo Copelo

    Excelente medida, louvável po nparte da Honda. Só ficaria melhor se ela não cobrasse NADA pelo tal CBS e disponibilizasse como opcional pra toda linha CG, desde a Titan mais top até a Fanzinha mais vagabunda. Aí, quem quisesse ia ter, a custo zero numa moto que já é cara demais pelo seu porte. Fora que um negocio desses não educa o motokero vidaloka, apenas nivela por baixo todos os motociclistas. todas as noções de condução de uma moto deveriam ser passadas nas auto-escolas, e as pessoas deveriam buscar formas de aprender a pilotar corretamente esse veículo.

    • R. Agresti

      Eduardo, todas as CG 150 Titan terão o CBS, e o sobrepreço aplicado é de R$ 180. A Honda anuncia que em breve equipará mais modelos de sua linha de utilitárias com tal recurso.

  • Bob Sharp

    Eduardo Henrique
    Até o surgimento recente do ABS 9, em determinadas irregularidades do asfalto, como ondulações, o carro não parava como deveria.

  • Mibson Fuly

    Prefiro motocicletas sem CBS. Não nos permite “sentir” o piso adequadamente. Creio que em paralelepípedo e terra batida, pisos muito comuns aqui na Nordeste, o sistema pregará algumas “peças”. Ainda mais em entradas de curva e esquinas acrescidas de terra, pedriscos, água ou areia solta (mais uma vez, muito comuns). Moro em Mossoró/RN, como referência, onde 1/4 da população é motociclista. Quem já freou em paralelepípedo antigo, molhado, (já polido pelo tempo) sabe quão cuidadoso deve ser o toque no freio dianteiro para não escorregar, ainda mais se estiver com garupa. Valetas e desníveis grotescos no piso só tornam mais severas as condições para frenagem. Frenagem de emergência, nem se fala. Modular ambos os freios livremente é importante. Isso para motociclistas com o mínimo de bom senso e educação. Pois para os arruaceiros e mal-educados (esses sim enchendo as estatísticas) nenhuma medida “na marra” vai funcionar. Nos últimos acidentes fatais dos quais ouvi notícias, um dia 9 e outro ontem, indivíduos sob efeito de álcool, em tentativas de ultrapassagem tolas continuam a mostrar a gravidade da falta de educação em bons modos no trânsito.

    • Marcell Chaveiro Silva

      Creio que apesar de não possuir o botão desliga, pode ser ajustado para distribuir a força do freio, apertando mais ou menos o tambor traseiro.

      Eu particularmente eu nunca tive problemas com travamento da roda dianteira, ao contrário da traseira. Usava bastante o freio traseiro, agora eu aprendi que dependendo da força da frenagem e o equilíbrio da moto vc tem que aliviar se não soltar por completo o traseiro.

      Obs: eu nunca disse para não usar o freio traseiro, deve usar sim, porém em uma frenagem muito forte, deve aliviar bem. logo abaixo vai aparecer alguém falando que recomendo somente o freio dianteiro.

      • Marcel,
        Inclusive, havendo garupa o freio traseiro ganha importância na frenagem total.

  • Eduardo Copelo

    O problema é adicionar 180 reais numa moto que já é vendida com um baita sobrepreço, pois essas Titans, Fazers 150 e outras deveriam custar menos de 6 mil, e nunca que você encontra essa moto na concessionária pelo preço divulgado, eles sempre metem a faca. Já vi cobrarem 8 mil na Fan 125, só porque “Honda é Honda”, um absurdo. Mas, ainda assim, acho interessante o recurso, segurança a mais é sempre bom. Quem dera as outras fabricantes usassem o exemplo da Honda!

  • Renato Mendes Afonso

    Eu não tenho o porque duvidar da afirmação do RA com relação ao terreno predominante das motos no norte/nordeste, afinal nunca estive por lá e o colunista tem uma vasta experiência em motociclismo.
    E de fato concordo que seria ótimo oferecer como opcional para quem queira, porém com o preço de uma 150 cm³ indo para mais de 10 mil reais (adotando o ABS), complicado alguém comprar ela se por mais 2 mil poderá comprar uma CB300 (sem ABS) que, se não tem a segurança do ABS, é uma moto bem mais segura em muitos outros quesitos referentes a ciclística e aceleração.
    De resto não tenho mais o que falar, pois seria repetir as palavras dos colegas que comentaram.

  • MadSubaru

    75% do total da pinça, mas não do poder de frenagem. Uma vez que para travar a roda dianteira precisa de menos do que os 75% disponíveis pelos dois pistões de acionamento. É como se tivessem adicionado um terceiro pistão à pinça normal, aumentando o poder de frenagem total, mas com dois acionamentos diferentes.

  • Leonardo Mendes

    Por que é assim? É assim porque sempre foi assim
    Motoshow feelings… adorava aquela revista.

    Perdoe a ignorância mas esse CBS seria o mesmo tipo de sistema usado nos Burgman 400/650?

  • Luke

    Por custa tão pouco, apenas 180 reais no caso desse modelo, e ser tão eficiente para salvar vidas, não deveria vir de série em todas as motos, por força de lei?

  • Marcell Chaveiro Silva

    Para motociclista mais experientes, me pergunto se realmente é útil. Para o menos inexperientes. SEM DÚVIDAS AUMENTA A SEGURANÇA EM FRENAGEM, basta utilizar apenas os freios “traseiros”.

    de toda forma, sempre utilizo os 2 freios em frenagem, Nunca deixo o freio dianteiro travar, como minha primeira moto é uma usada, e já comprei com problemas no freio traseiro (NÃO ENCONTRO UMA REGULAGEM IDEAL), se estou sozinho utilizo de forma bem suave o traseiro, se estou com carga pressiono todo tentando travar as rodas (coisa que é impossível com garupa) na regulagem atual.

    Falando nisso vou dar mais um aperto neste freio traseiro agora ;D

  • DinossauroM

    Chega a ser desagradável ver a Honda querendo se passar de preocupada com a segurança, sendo que o modelo 125 (esse sim o mais vendido nestas regiões) ainda usa tambor.

  • Leonardo
    É ao contrário, a maior parte dos motociclistas profissionais (motomensageiros) não usa o freio dianteiro por desconhecimento da técnica de frear uma moto. Nisso o freio combinado ajuda muito e à medida que esse motociclista for ganhando experiência, pode começar a usar só o freio dianteiro, que permanece independente no sistema combinado. Mesmo o ABS não adiantaria para quem não usa o freio dianteiro.

  • Lira

    Não é não. É evitar custo pra um consumidor que não tem exigências mesmo. Freios a disco são bem mais eficientes. Claro que, bem dimensionado, qualquer sistema de freio pode atender as caracteríscas de qualquer veículo, mas no uso prolongado o disco mostra suas vantagens, e, apesar de peças mais caras, é mais simples de se manter e avaliar o desgaste.