daf55 transmissão  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daf55 transmiss  o

O CVT — Continuously Variable Transmission, ou transmissão continuamente variável, tem em  sua história um pé na Holanda… para ser franco, os dois pés. Mas lembro que no Brasil transmissão é todo o sistema que leva movimento do motor às rodas — começando pela embreagem e chegando às semi-árvores de tração — por isso o termo adequado aqui, e nisso o Ae está certo, é câmbio continuamente variável.

Na realidade este conceito de câmbio automático vem de muito longe, com Leonardo da Vinci idealizando o seu primeiro mecanismo de variação continua de velocidade em 1490.  A Daimler-Benz em 1886 protocolava uma patente de CVT com cinto de atrito e roldanas e o primeiro carro a utilizar esta patente não foi alemão e sim britânico, o Clyno  em 1923.

Na verdade e com todos os méritos, o CVT que realmente inaugurou a sua aparição em série para o mundo do automóvel foi o DAF 600 Variomatic  projetado pelo holandês Hub van Doorne.

Hub foi co-fundador da “Van Doorne’s Automobielfabriek N.V. Eindhoven Holland”,  a originadora da DAF na Holanda.

A empresa dos irmãos Hub e Wim van Doorne já produzia caminhões na Holanda desde 1949 com uma imagem criativa e inovadora.  Foi praticamente a primeira a aplicar turbocompressor em motores Diesel inclusive com um modelo de intercooler, interresfriador de ar.

caminhão DAF  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO caminh  o DAF

Em 1955 Hub  fazia os primeiros desenhos de um câmbio automático baseado em polias e correias. Várias tentativas  foram feitas até chegar a um modelo realmente funcional que ele instalou em um veiculo protótipo de quatro lugares.  O veículo DAF definitivo foi apresentado no salão holandês AutoRAI, onde obteve grande aceitação e 4.000 pedidos.

E começava em 1958 a produção em série do DAF 600

  daf 600b  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daf 600b

DAF600 1960  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO DAF600 1960

O DAF 600 com estrutura monobloco, tinha linhas simples com os faróis destacados em relação ao capô, cabine ampla com grande área envidraçada e aletas nos pára-lamas traseiros ao estilo  ” rabo-de-peixe”. O interior bem espartano trazia bancos dianteiros individuais, volante de direção de tamanho avantajado e um  instrumento múltiplo integrado ao painel.

O carro media 3.600 mm de comprimento, 1.440 mm de largura e 1.388 mm de altura.  Sua distância entre eixos era bem pequena, 2.050 mm, ressaltando principalmente o balanço traseiro. O DAF 600 era bem leve, 630 kg.

O motor dianteiro de 590 cm³  arrefecido a ar de dois cilindros horizontais opostos tinha 22 cv de potência a 4.000 rpm e torque de 4,6 m·kgf a 2.500 rpm, dando ao veículo uma agilidade sofrível, com velocidade máxima de 90 km/h e levava incríveis 35 segundos para chegar lá partindo da imobilidade.

 

daffodil1966 motor  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daffodil1966 motor

Motor 2-cilindros boxer do DAF 600

Sob o banco traseiro estava a transmissão Variomatic com dois conjuntos, um para cada roda traseira, dispensando o diferencial. O conjunto era formado por duas polias e duas correias dentadas de borracha lonada. Cada polia tinha uma forma de tambor com um sulco no centro onde se alojava  a correia.  Dependente da rotação e do vácuo do coletor de admissão, massas centrifugas dentro do tambor faziam as laterais de cada polia se aproximar ou se afastar, o que produzia o efeito de variação do diâmetro de contato efetivo da correia. Esta combinação de variação dos diâmetros das polias dianteiras e traseiras conseguia o efeito da mudança contínua de relação de transmissão.

 

esquema transmissão  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO esquema transmiss  o

O trem traseiro do DAF 600 com os dois conjuntos de polias

Com isso, em vez de  pares  de engrenagens com relações definidas, o sistema fazia variar a relação de transmissão continuamente e  de maneira gradual, com os extremos definidos pelo diâmetro máximo e mínimo do ponto de contato das polias.

Enquanto o motorista acelerava, a rotação do motor ficava praticamente constante durante  o aumento de velocidade do veículo. Esta característica aproveitava melhor a faixa de maior torque do motor e de menor consumo específico, com tendência à economizar  combustível. Em contrapartida, a eficiência de transmissão era baixa ao redor de 75%, com muitas perdas por atrito dando efeito contrário.  Como referência, um câmbio manual convencional tem um rendimento mecânico ao redor de 94%. Este baixo rendimento causava geração de calor considerável com desgaste prematuro de seus componentes, principalmente as correias. A embreagem era automática do tipo centrífugo, dispensando o pedal da esquerda.

Como cada roda recebia torque por um conjunto individual, o efeito era similar ao de um diferencial autobloqueante, pois no caso de patinagem de uma das rodas a outra dava conta do recado, mantendo tração.

O cardã era em tubo de alumínio com baixa inércia e com acopladores amortecidos com juntas de borracha estruturada.

A faixa de relações era 3,98, com a mais curta 15,44:1 e a mais longa, 3,87:1, equivalente um câmbio manual de 4 ou 5 marchas da época, com as relações continuamente variáveis

A marcha à ré era engatada por uma alavanca no assoalho do veículo que acionava um jogo de engrenagens à parte que invertia a rotação de entrada da transmissão.  Aliás, a marcha à ré tinha uma característica muito interessante, pois tinha também variação continua de relação.  Com isso era possível andar de marcha a ré tão rápido quanto para a frente.

Vários outros veículos DAF foram produzidos e entre eles podemos destacar o Daffodil em 1966 também com o câmbio Variomatic e o motor boxer de 2 cilindros arrefecido a ar, porem com a cilindrada aumentada para 746 cm³ e potência de 30 cv.

 

daffodil1966 capa2  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daffodil1966 capa2

Quando apareceu em 1966, o Daffodil surpreendeu

 

daffodil1966_0006  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daffodil1966 0006

Detalhes do Daffodil, muito bom gosto

E veio também o DAF 44 com o motor 2-cilindros boxer aumentado para 844 cm³ e potência de 40 cv.

 

daf44_0001  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daf44 0001

DAF 44

 

daf44_0016  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daf44 0016

Ficha técnica do DAF 44

 

 

 daf 44 raio x  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daf 44 raio x

variomatic diagrama  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO variomatic diagrama1

Veja o diagrama rotação versus velocidade do veículo mostrando a ilha das relações continuas da transmissão, variando entre um máximo de 15,44:1 e um mínimo de 3.87:1. O diagrama mostra também a curva de aceleração do veículo, velocidade versus tempo no canto superior direito. O DAF 44 fazia de 0 a 100 km/h em 30 segundos

 

Creio que o mais famoso DAF foi o modelo 55 que tinha como novidade o motor Renault de 4 cilindros em linha arrefecido a água, com 1.108 cm³  e 50 cv.  Chegava a 140 km/h!

Qualquer semelhança deste motor Renault com o do nosso velho conhecido Corcel I não é mera coincidência… O primeiro Corcel era de 1.289 cm³ (73 x 77 mm), enquanto o motor 1.108-cm³ usado no DAF 55 era 70 x 72 mm — o mesmo motor com cilindradas diferentes.

 

daf55_0008  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daf55 0008

O motor Renault de 1.108 cm³ no DAF 55


daf55_0013  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO daf55 0013

O elegante DAF 55

 

A DAF foi comprada pela sueca Volvo em 1975 e as patentes do câmbio Variomatic ficaram em poder da empresa Van Doorne Transmissie, que mais tarde foi absorvida pela Bosch na Alemanha. 

volvo300  CVT, DA HOLANDA PARA O MUNDO volvo300

Detalhe do Volvo 300 mostrando o sistema Variomatic combinado com suspensão De Dion

 

A Bosch desenvolveu correias segmentadas metálicas no lugar das de borracha lonadas e este foi o pulo do gato para a durabilidade do sistema. A Bosch teve a primazia de ser  a única empresa a fabricar correias metálicas, tendo produzido mais de 10 milhões de unidades até 2007.  Este conceito continua a ser utilizado amplamente  na indústria de automóveis no mundo.

No Brasil, Honda Fit, Nissan Sentra (chamado Xtronic) e Audi A4 (Multitronic), têm esse tipo de câmbio em versões atualizadas,  muito agradáveis de usar. O controle das polias é eletrônico e até criaram-se pontos de parada delas, simulando marchas fixas nos dois modelos japoneses. O único problema é haver, pelo menos por enquanto, limite do torque que conseguem transmitir, 35 m·kgf.

Lembro-me do velho ditado “nada se cria tudo se copia”.

Na verdade prefiro dizer que “poucos criam e a maioria copia”, homenageando aqueles poucos gênios que fizeram a diferença no mundo, como foi o Hub van Doorne.

CM

Crédito das ilustrações:
Meu acervo pessoal, www.volvo tips.com, www.philseed.com, bestcars.uol.com.br, www.volvo300club.nl

Sobre o Autor

AUTOentusiastas

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  • Leandro

    Os carros da Mitsubishi também usam esse tipo de transmissão ou é algo novo? Todos ainda usam esses sistema duplo (pra cada roda) e essa fita metálica? Belo post. Parabéns

  • Uber

    Achei que você falaria algo sobre os Ford com câmbio CVT que vendiam na Europa. Lembro vagamente de uma reportagem da revista Oficina Mecânica que mencionava que Fiat e Ford ofereciam essa opção no Uno e no Fiesta.

  • Christian Bernert

    Muito bom este artigo. Bastante esclarecedor.
    Tenho dois comentários:
    A transmissão continuamente variável é largamente utilizada em máquinas ferramenta, tais como tornos e centros de usinagem.
    Semana passada vi um anúncio de um trator marca CASE em uma feira agrícola, que conta com transmissão CVT. Parece que o monstrengo tem mais de 400cv! Não tive tempo de pesquisar muito sobre ele, mas estou bem curioso. Afinal, com certeza ele passa em muito o alegado limite de 35m.kgf.

  • Humberto “Jaspion”.

    Interessante que existem duas correias e duas polias justamente para fazer a função de um diferencial. Se bem que no começo de uma curva, por exemplo, existe um pequeno arrasto do pneu até o CVT de cada lado se ajuste. Muito interessante.

  • Luciano

    Qual modelo de Civic tem cambio CVT no Brasil?
    Vendidos aqui, só me lembro de Honda Fit, Toyota Corolla e RAV4, Nissan Sentra e Altima, Renault Fluence, Mitsubishi ASX e Lancer e Audi A4

  • Leonardo

    Excelente texto do Carlos. Sempre quis conhecer mais sobre o cvt do qual eu gostei bastante ao dirigir o novo fit. Só um adendo no texto Bob, o Cívic não tem cvt somente o fit. Outro que agora tem cvt é o corola além do renault fluence!

    • Leonardo,
      O Civic 2014 USA tem CVT. No Brasil ainda não
      Obrigado

    • Bob Sharp

      Leonardo,
      Veja resposta acima ao leitor Luciano. Enganei-me, não foi culpa do Meccia. Já foi corrigido. Sim, certamente Corolla e Fluence (que usa o Xtronic Nissan) também utilizam o CVT..

    • Leonardo,
      Realmente para o Civic a opção CVT não está disponível no Brasil. Nos Estados Unidos tem a opção CVT para o modelo 2014
      Grato

  • Rogério Ferreira

    Ótima matéria, Sr. Carlos Meccia. Digo que se um dia tiver um carro automático, que seja com o câmbio CVT. De longe seria a opção ideal para um carro 1.0, pois, dada as características de tal motor, cuja melhor potência se dá em regimes de rotações mais elevados, bastava uma leve pressão no pedal esquerdo, para se ter uma resposta interessante, com elevações de rotação diretamente proporcionais a pisada… coisa que nem sempre a redução em câmbios manuais possibilita, pois as vezes a redução de uma ou duas marchas, eleva a rotação um nível desnecessário ou insuficiente exigindo mais uma redução. O Interessante, que o Uno Italiano, e o Escort MK3, já tinham opções de câmbio CVT, ainda na década de 80, que nunca foram oferecidos no Brasil. Perderam uma excelente oportunidade! Mas minha dúvida é relação as perdas energéticas do sistemas, uma vez que já vi em diversos artigos especializados, e que tal sistema, possui baixa perdas energéticas, em alguns casos falam até aproveitamento melhor que os câmbios manuais, e é claro, muito melhor do que os automáticos convencionais com conversores de torque.

    • Rogério,
      A transmissão por correia de borracha lonada gerava muito calor e tendo assim um rendimento sofrível. As mais modernas com correias metálicas segmentadas tem eficiência semelhante as transmissões manuais.
      Obrigado pelo comentario

  • Rubergil Jr

    Gosto da transmissão CVT do meu Fluence, é extremamente suave e faz o carro ter potência a qulalquer hora, em qualquer velocidade.

    Só acho que ela “patina” muito: o conversor de torque demora muito em bloquear em saídas e retomadas. Por isso o carro tem um consumo relativamente alto, que poderia a meu ver ser minimizado.

    • Rogério Ferreira

      Acredito que a transmissão não patine, é apenas a rotação aumentando, conforme a necessidade de potência, e passa impressão de embreagem patinando, uma característica e até uma vantagem do CVT, e que inclusive favorece o consumo, conforme foi explicado na matéria. Realmente esse câmbio tem um conversor de torque, (o do primeiro Honda Fit, não tem), mas faz o papel da embreagem automática, ou seja, só atua, quando o carro saí da imobilidade. A questão do consumo do de combustível, pode estar relacionada, ao peso (cerca de 1350 Kg, em ordem de marcha), que exige muito do motor em ciclo urbano, e da aerodinâmica decepcionante Cx de 0,334, com área frontal de 2,2 m2, que dá uma área corrigida de 0,734. que exige algo a mais do motor, para manter velocidades de cruzeiro. para se ter uma ideia, o grandalhão Fusion, tem esse indice em torno de 0,60, (cx 0,27 x Area Frontal de 2,25m2) A versão 2.5 flex, fez cerca de 11Km/l de alcool na estrada em uma avaliação aqui no AE, mesmo com o cambio automático “convencional”.(Na cidade entretanto, o Fusion de beber horrores, pois é um peso pesado) Enfim, se o Fluence não tivesse o CVT, o consumo seria pior.

      • braulio

        Rogério, não sei se é só isso: Donos de Fluence manual reclamam muito menos de seu consumo (embora seja certo que as concessionárias devam “empurrar” bastante o CVT, já que Fluence manual é meio raro…). Mesmo na ficha técnica, há uma diferença de consumo a favor do modelo com três pedais. Mas para ter certeza, seria necessário que alguém testasse os dois com o mesmo motorista pelo mesmo longo período de tempo, em condições de uso o mais parecidas possível…

      • Paulo Eduardo

        Tenho um Sentra CVT e faço coro a essas observações. O conversor de torque realmente “patina” um pouco além do esperado. Em lombadas então chega a ser irritante. Não é a transmissão, é o conversor mesmo. Isso acaba prejudicando um pouco a performance e muito o consumo no pára-e-anda do transito. Tanto assim é que dizem alguns que ao trocar o fluido do CVT do Sentra/Fluence pelo do Lancer essa situação melhora muito. Talvez pela viscosidade diferente do fluído ou coisa parecida. Como os três carros tem exatamente o mesmo câmbio talvez assim o faça quando chegar a hora.

      • Ricardo Carlini

        o Fit tem embreagem monodisco banhada em óleo

    • Rafael

      Concordo, tive um Sentra e tinha essa mesma sensação. Calibragem do conversor de torque deveria ser revista para otimizar o consumo urbano.

  • Sergio S.

    Carlos,

    Eu me interesso muito por este assunto. Já conhecia um pouco da história do CVT, e dos AT em geral, mas esta matéria esta realmente bastante completa, rica em informações e datalhes.
    Muito obrigado.

    ABRAÇO.
    Sergio.

  • RMC

    Fantástica a lembrança de falar dos DAF e sua transmissão inovadora (na época!). Lembrei deles ao notar sua ausência na lista dos carros com motores boxer longitudinal na dianteira, publicada há alguns dias.

    Faltou também citar no texto de hoje a novidade da adoção do CVT também no Corolla 2015.

    Mais uma vez, obrigado pelas informações trazidas ao AE.
    RMC

    • RMC,
      Realmente o Corolla tem CVT disponível no Brasil.
      Obrigado

  • Sergio S.

    Carlos,

    Eu me interesso muito por este assunto. Já conhecia um
    pouco da história do CVT, e dos AT em geral, mas esta matéria esta
    realmente bem completa, bastante informações e datalhes. Show!
    Muito obrigado.

    ABRAÇO.
    Sergio.

  • Geovane

    Adoro o câmbio CVT e meu próximo carro provavelmente terá este câmbio. Mas, prezado Carlos, não lembro do Civic tê-lo usado no Brasil.

    • Geovane,
      Realmente o Civic ganhou CVT no modelo 2014, USA. No Brasil ainda não tem esta opção.
      Grato

    • Bob Sharp

      Geovane,
      Foi engano meu ao acrescentar ao texto do Meccia a informação sobre os CVTs vendidos no Brasil.. O que o Civic tem, daí eu ter feito confusão, é um automático não epicicloidal, diferente de todos os automáticos ditos convencionais, dotado de pares de engrenagens cilíndricas helicoidais, exclusividade da Honda. Já foi corrigido.

      • Christian Govastki

        Bob, poderia esclarecer como é este novo câmbio do Civic? Para mim só havia o epicicloidal e o CVT. Quais são as diferenças? Como ele funciona?

  • Douglas Formaio

    “No Brasil, Honda Fit e Civic, Nissan Sentra (chamado Xtronic) e Audi A4 (Multitronic),” o Novo Corolla não possui esse tipo de cambio?

    • Douglas,
      O Civic não tem a opção CVT para o Brasil. Nos EEUU o CVT para o Civic foi incorporado no modelo 2014.
      O Corolla tem a opção CVT para o Brasil
      Grato

    • Bob Sharp

      Douglas
      Civic não, foi engano meu, mas o novo Corolla tem. Já foi corrigido.

  • Antonio

    Olá.
    Nissan e Renault utilizam outra tecnologia para seus cvt. [
    AAM

  • Rodrigo Mendes

    Onde está Civic não seria Corola?

    • Rodrigo,
      Realmente o Civic CVT, modelo 2014 é para o mercado USA.
      Ainda não existe no Brasil esta opção.
      Obrigado

    • Bob Sharp

      Rodrigo,
      Isso, Civic não, Corolla sim. Já foi corrigido.

  • Marco de Yparraguirre

    Prezado Meccia: Os ônibus da Viação Cometa tinham cambios CVT mas eram Scania ou Volvo ?

  • Anômalo

    Sem falar no tanque de guerra Type 10 da Mitsubishi, com motor diesel de 1200 cv. Para essas coisas pesadas, é outro tipo de CVT, hidraulico, e não baseado em correia.

  • PT.

    Carissimo Carlos Meccia:
    OffTopic.
    Como e oque define a rotacao maxima de um motor?
    Resposta breve…indicacao pra procurar leitura na internet.
    Posso fazer a licao de casa dai…
    Muito obrigado.

    Parabens.

    • A rotação máxima de um motor é definida pelo compromisso durabilidade /potencia desenvolvida.
      Abraço

  • Uber,
    Realmente o Uno e o Fiesta adotaram este tipo de CVT porém com correia segmentada metálica

  • Luciano,
    O Civic ganhou CVT no modelo 2014 nos Estados Unidos. Aqui no Brasil ainda não está disponivel
    Obrigado

  • Bob Sharp

    Luciano,
    Foi engano meu, como editor, não do Meccia. O Civic não tem CVT, já eliminei.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Carlos Meccia e ao demais Autoentusiastas ,tenho Uno Mille 2013, é possível montar um câmbio com 3 marchas? (questão limitação física, pés e mãos). 2ª pergunta: consegue-se um CVT do uno.
    Carlos parabéns mais uma vez. Agradeço antecipadamente a contribuição de vocês.

    • Antônio do Sul

      Antonio, no seu caso, em razão de limitações físicas, acredito que seja possível comprar um carro automático/automatizado com isenção de impostos. O processo deve ser meio burocrático, mas talvez as próprias concessionárias possam lhe ensinar o caminho das pedras. E você ainda ficará com um carro original de fábrica, muito mais confiável.

      • Antonio Ancesa do Amaral

        Grato pela resposta, pensei em uma solução caseira. Segundo “meu” ortopedista, o meu caso não se aplica a isenção. A opção mais viável é o Up! I-Mmotion, ou um autêntico automático seminovo, moro no interior e na hora de revender tem a dificuldade/desvalorização e a manutenção cara dos automatizados.

        • Antônio do Sul

          Acho meio estranha essa conclusão do seu ortopedista. Já soube de gente que conseguiu a isenção por causa de problemas num dos joelhos (nesse caso, conheci a pessoa), assim como já ouvi falar que até portadores de tendinite, dependendo do grau, poderiam obtê-la. Talvez as perícias médicas p/ consegui-la não sejam muito objetivas. Vale a pena dar mais uma investigada.

  • braulio

    CHT com CVT? Deve ser no mínimo interessante!
    Já vi esse sistema de correia de borracha com comando mecânico em uma scooter. Dando uma opinião que não altera a cotação do dólar, acho que o fato de a suspensão traseira ser de semi-eixo oscilante e sem homocinética, forçando a correia do CVT a torcer-se conforme a suspensão trabalhasse deve ter contribuído muito para que ela se desgastasse rapidamente.

  • Matheus Rampazzo

    Baja SAE….

  • Rolim

    Página da Jatco, fabricante dos CVT’s usados pela Nissan e outras: http://www.jatco.co.jp/ENGLISH/index.html

    Os CVT’s da Nissan a partir de 2013 tiveram grande melhorias.
    Tem um video bacana nesta página: http://www.jatco.co.jp/ENGLISH/products/cvt/cvt8.html

    O CVT8 (JF016E) é usado pelo Nissan Altima 2013 em diante (carrão bom), vendido como Nissan Teana na Rússia e parte da Ásia.

    O Sentra usa o CVT7 – JF015E (http://www.jatco.co.jp/ENGLISH/products/cvt/cvt7.html).

  • Rolim

    Meu comentário citando a Jatco “sumiu” ou foi excluído pelo moderador?
    R. oscilação do sistema.

  • Paulo Eduardo

    Excelente matéria! Como proprietário de um carro com essa tecnologia sou muito grato.
    Só não consigo me conformar de modo algum com essa nova tendência de emulação de “marchas virtuais” no CVT sob a alegação de que este é chato, entediante e outros argumentos absolutamente subjetivos.
    Estão desvirtuando a verdadeira essência deste tipo de transmissão que são as relações infinitas e a ausência de trancos. Ou seja, vão “desotimizar” o sistema para dar a impressão que o carro anda mais. O Corolla vem assim agora e até a própria Nissan, um dos ícones do CVT, já admite implementar esse absurdo em suas transmissões.
    Não adianta, não consigo engolir isso.

    • cesar

      No Fluence, que usa câmbio Nissan, já emula estas marchas virtuais. Tenho um há 3 anos e, sinceramente, pouco usei deste recurso. Tenho a sensação de que o motor fica amarrado. Prefiro usar em modo auto o, que é uma maravilha.

      • Dieki

        Eu usei muito pouco também. Não tem corte de aceleração, então mal se percebe as trocas…

  • Márcio Santos

    Carlos muito boa tarde.

    Muitíssimo bacana essa sua matéria sobre os CVT, sempre achei muito interessante a batalha entre simplicidade mecânica x estudo dos materiais envolvidos nesse tipo de câmbio.
    Pouca gente sabe, mas a Lavadora de roupas enxuta trabalhava com uma polia variável e com o seu acionamento por contra-pesos que trabalhavam radialmente.
    Olha só um vídeo no youtube que mostra o comportamento da polia e o motor trabalhando sobre um braço articulado.

    Um forte abraço.
    Márcio Santos

  • Márcio Santos

    Carlos muito boa tarde.

    Muitíssimo bacana essa sua matéria sobre os CVT, sempre achei muito interessante a batalha entre simplicidade mecânica x estudo dos materiais envolvidos nesse tipo de câmbio.
    Pouca gente sabe, mas a Lavadora de roupas enxuta trabalhava com uma polia variável e com o seu acionamento por contra-pesos que trabalhavam radialmente.
    Olha só um vídeo no youtube que mostra o comportamento da polia e o motor trabalhando sobre um braço articulado.

    Um forte abraço.

  • Bob Sharp

    Márcio
    Não vi polia variável, não…

    • Paulo Eduardo

      Varia sim. Prestando bastante atenção na polia do motor dá para ver que ela varia de largura conforme a rotação.

  • Bob Sharp

    Christian,
    Não é novo, surgiu em 1989. Imagine uma caixa de câmbio manual, comum. Agora imagine que a luva sincrônica que engata com a respectiva engrenagem livre seja substituída por uma pequena embreagem multidisco e você tem o esquema da caixa automática Honda. Mesmo quem conhece mecânica se surpreende ao ver esse câmbio Honda desmontado, pois parece um manual. E como nos câmbios automáticos de engrenagem epicicloidal, há o conversor de torque.

    • Christian Govastki

      Grato pela explicação.

  • Bob Sharp

    Paulo Eduardo
    Vi e revi e não me parece o que “V” varia.

    • Bob Sharp

      Paulo Eduardo
      O Márcio me mandou e-mail com várias fotos e, de fato, há um mecanismo centrífugo que faz as partes da polia mudarem de posição uma em relação à outra alterando o diâmetro de contato e, portanto, a relação. Têm razão o Márcio e você.

  • Franklin Weise

    Excelente conteúdo, mas a qualidade da redação me deixou com saudades do impecável português do Bob Sharp.

  • Victor Gomes

    Muito interessante o post! Só lembrando que em 1995, com o lançamento da sexta geração do Honda Civic no Japão, uma versão especifica usava o câmbio CVT, apelidado de Multimatic.

  • RoadV8Runner

    A Daf holandesa chegou a instalar transmissão “Variomatic” (CVT) inclusive em protótipos de Fórmula 3 nos anos 60. Mais recentemente, (nos anos 90) fez pesquisas junto com a Williams para desenvolver uma transmissão CVT para os Fórmula 1! Como complemento do excelente texto, segue abaixo uma foto do Fórmula 3 1968 que tirei no Museu da Daf, em Eindhoven:

  • Amauri Cascapera

    Quem comprava um Dafodil ficava “Dafodido” !

    • Bob Sharp

      Amauri
      Ao ler seu comentário minha primeira reação foi excluí-lo, mas foi tão espirituoso que, mesmo transgredindo as regras de comentários (palavras de baixo calão), resolvi publicar. Afinal, você me fez rir muito! E creio que outros leitores também o farão!

      • Amauri Cascapera

        Obrigado , pensei duas vezes em publica lo, mas achei que não poderia perder a oportunidade ” perco um amigo mas não perco a piada”
        obrigado e desculpem se ofendí alguém

        • Amauri,
          Você não perdeu a piada e não perdeu um amigo
          Abraço

    • Amauri,
      Incrível o seu comentário…………….
      Valeu!

  • Amauri Cascapera

    Em tempo, as motinhas tipo Monareta também tinham este câmbio. Procurem por transmissão TOROIDAL , usa o mesmo princípio, mas com um cone rodando sobre outro, foi uma das primeiras transmissões usadas em automóveis

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Vou procurar outro ortopedista, agradeço imensamente sua dica.

    • Lucas Garcia

      Antônio Ancesa do Amaral, tenho um joelho trincado é um tornozelo com múltiplas fraturas e com pinos de fixação internos , também tenho interesse em obter isenção de impostos nesse quesito, se você obter algum avanço em seu caso , por favor entrar em contato ? lucasalimiroo@gmail.com

  • Celso Freitas

    Linda a moça (na época era moça…) da sétima imagem!

    • Amauri Cascapera

      Realmente,as mulheres holandesas, suecas e russas, principalmentes estas, quando jovens são lindas, mas… quando dobram o “cabo de Balsac” hummm fica difícil segurar o estrago.

  • Ricardo Carlini

    Não foi a Nissan, o projeto original era da NSK.
    Sugiro assistir esse documentário!

  • Antônio do Sul

    Lucas e Antônio!
    A Fiat e a Honda (quanto às outras marcas, não sei) têm programas especiais de venda de carros para quem tem alguma restrição física para dirigir, e as concessionárias que deles fazem parte têm uma equipe que presta as orientações de como proceder para conseguir as isenções.
    Pelo que eu li no site da Fiat, o procedimento burocrático funciona assim: primeiro, faz-se uma perícia médica no DETRAN; depois, com o laudo médico atestando a limitação física, deve-se requerer às receitas estadual e federal as isenções. Acredito que as próprias concessionárias participantes desses programas tenham despachantes que agilizem o processo.

    • Antonio Ancesa do Amaral

      Vou verificar na Fiat. Grato.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    ok.

  • HorsePower

    Quem vem deitando e rolando nos CVT são os scooters. Maravilhosos veículos urbanos… Quem não tem está perdendo, recomendo!!

  • João A. Neto

    As correias metalicas de lamelas são usadas ha mais de 5 decadas pela P.I.V. Getriebe alemã, principalmente no acionamento de maquinas industriais. questiono se foi realmente a Bosch que as desenvolveu, tomando em conta que ela so entrou neste mercado pelos idos de 1975.